O papa Francisco gosta de denunciar, nos seus documentos, mais do que nas suas práticas institucionais, as economias que matam. Vê os monstros que são os actuais sistemas económico-financeiros, não vê o monstro que é o pai de todos eles: o judeo-cristianismo-catolicismo-islamismo. São sistemas que matam, vão continuar a matar, porque contam com a bênção, a protecção, a cobertura ideológica-teológica de Fés e Teologias que matam: as do judeo-cristianismo-catolicismo-islamismo. Sei que escandalizo, mas também sei que não estou só nesta denúncia. Os povos têm de saber, para se precaverem, que existe um Deus assassino, ladrão. Não têm de ser ateus. Têm de mudar de Deus. É esta conversão que Jesus Nazaré, no começo da sua intervenção política maiêutica, exige a quantas, quantos queiram segui-lo, prossegui-lo, serem, como ele e com ele, mulheres, homens com afectos e projectos de vida de qualidade, de abundância, para todos os povos das nações: – Que mudem de Deus! Passem do Deus-que-se-vê nos agentes históricos dos três poderes, para o Deus-que-nunca-ninguém-viu e se dá a conhecer nas inúmeras vítimas dos poderes, por toda a terra. O judeo-cristianismo-catolicismo-islamismo cultua um Deus-que-se-vê. É assassino, ladrão. O pai dos assassinos, ladrões institucionais, mascarados de agentes dos poderes, com destaque para os do topo da pirâmide, o primeiro dos quais é o papa-Cúria romana, que todos os outros fazem questão de ir beijar-lhe a mão/anel. Os cinco peregrinos mortalmente atropelados na madrugada de sábado, 2 de Maio, quando, num conjunto de cerca de 80 pessoas, seguiam a pé em direcção a Fátima, iam animados pela fé, teologia do cristianismo católico que mata. Dois mil anos de cristianismo são 2 mil anos de horrores. Até as acções de bem-fazer, em que são peritas as igrejas cristãs, matam: – Os que as promovem; os que delas parecem beneficiar. Mudamos para a Fé, Teologia de Jesus, ou perecemos!
4 Maio 2015

