CONFERÊNCIA “PENSAR A EDUCAÇÃO 2015”, DIA 21 DE MAIO NA FUNDAÇÃO GULBENKIAN

A conferência “Pensar a Educação -Portugal 2015” é o ponto alto de um processo de reflexão que tem mobilizado um vasto conjunto de especialistas em várias áreas temáticas e se abre agora á sociedade civil, de modo e envolver neste processo reflexivo um público mais vasto, designadamente os principais destinatários e actores da educação (famílias e jovens, escolas, governantes e forças políticas, autarcas e forças vivas locais, intelectuais e jornalistas).

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Será apresentado o resultado final de diversos seminários temáticos que este grupo promoveu entre Outubro e Dezembro de 2014 para discutir e reflectir sobre a Educação em Portugal. Esta iniciativa decorre de um processo de reflexão cidadã com o qual o GES pretende contribuir para colocar na agenda política e na agenda da sociedade civil o Pensar a Educação enquanto projecto global a prazo.

Em especial, a realização desta Conferência, no dia 21 de Maio, na Fundação Calouste Gulbenkian, tem por objectivo não só dar a conhecer o resultado da reflexão já feita como também motivar e envolver o corpo docente e os demais profissionais da educação aos vários níveis, dignificando e valorizando a sua profissão e garantindo a sua participação efectiva na prossecução de uma educação de qualidade.

Constituem o Grupo CES: Belmiro Cabrito, Graça Leão Fernandes, Manuela Silva, Margarida Chagas Lopes, Maria Eduarda Ribeiro, Maria do Rosário Carneiro.

 Os autores partem dos seguinte pressupostos:

 “A construção de um projecto educativo tem de assentar num conjunto de pressupostos relativamente aos objectivos visados, aos valores que os informam, aos actores que os concretizam e à delimitação de responsabilidades.

Para que uma reflexão colectiva seja frutuosa, é indispensável que tais pressupostos sejam explicitados. É o que procuraremos fazer nos considerandos que seguem:

– A educação visa, em primeiro lugar, reconhecer e potencializar as capacidades de cada pessoa, contribuindo para o seu desenvolvimento integral e para a sua realização pessoal, dotando-a de ferramentas para, ao longo da vida, progredir no conhecimento e na criatividade, na participação na actividade económica e na vida cultural e cívica da sociedade a que pertence;

– A educação deve ter por matriz os Direitos Humanos Universais e a Constituição da República, assentando num conjunto de valores consensualizados como fundamentais;

– Ao Estado compete proporcionar a todos os cidadãos e cidadãs igualdade de acesso e sucesso no que diz respeito a uma educação básica, segundo os melhores padrões de qualidade e garantir a eficiência do sistema educativo, incluindo o seu aperfeiçoamento contínuo na base da investigação e da avaliação permanentes. Ao Estado cabe, ainda, assegurar a investigação e o ensino de nível superior e criar condições de igualdade de oportunidades de acesso e sucesso a este nível de ensino e investigação;

– A educação deve ser pensada tendo em conta o seu contributo para um projecto de desenvolvimento para toda a colectividade que, além do crescimento económico, contemple a coesão social, a sustentabilidade ambiental e a prossecução da paz entre os povos;

– A educação é missão de toda a sociedade que deve aprender a valorizá-la e a cuidá-la como seu património imaterial, cabendo ao Estado, além da sua missão específica, o dever de colaborar com a sociedade civil para que esta reconheça e exerça a sua participação nesta missão comum.

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