CASA DA ACHADA – CENTRO MÁRIO DIONÍSIO – A EVOLUÇÃO DOS GENÉRICOS, PEQUENOS RESTAUROS DE LIVROS, A PALETA E O MUNDO, CINEMA com A INGLESA E O DUQUE, ÚLTIMA SEMANA para ver O OLHAR COMPROMETIDO DE GÉRALD BLONCOURT

30 de Maio a 1 de Junho

Nesta sessão, com João Pedro Bénard, vamos ver e conversar sobre a evolução dos genéricos no cinema: de onde e quando surgiram, que colaborações e trabalhos aparecem, se há genéricos fictícios. E pensar se não valerá a pena ficar sentado para ver o genérico no fim dum filme.

Vamos cuidar dos nossos livros, enquanto objectos de informação e cultura.
Preparados para resistir a alguns maus tratos físicos, os livros acabam por necessitar de pequenos consertos, suscetíveis de lhes prolongar a vida e funções.
Nos bastidores da leitura, urge levá-los à oficina. Reparar-lhes os danos, pode fazer parte da rotina dos leitores. Aqui está o desafio.
Como resolver de forma simples pequenas avarias, sejam apenas numa página, no conjunto do miolo, na capa? Como selecionar materiais de proteção e construir caixas? Com que ferramentas?
Será melhor começar por exemplares de capa mole, deixando os cartonados para uma fase posterior.
Vamos optar por artigos de pouco valor estimativo. Tragam, para o nosso trabalho, livros estragados, ainda que em muito mau estado.

Com Joaquim Beja.
Número máximo de participantes: 12. Para todos a partir dos 8 anos.

Este é o último dia em que é possível visitar a exposição «O olhar compremetido de Gérald Bloncourt». Gérald Bloncourt, fotógrafo que esteve em Portugal nos dias seguintes ao 25 de Abril, mas que por cá passou antes, em 1967, para fotografar as pessoas e o que muita gente não queria ver nos bairros de lata durante o fascismo. Fotografou, ainda antes, os emigrantes portugueses nos bidonvilles em França, também estes invisíveis para muita gente. São estas algumas fotografias que vamos mostrar, em conjunto com as imagens de esperança e de resistência que explodiram nos dias seguintes ao 25 de Abril.

Ao fim da tarde, pelas 18h30, vamos continuar a leitura de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. A leitura comentada, por Ana Figueiredo, com projecção de imagens, é do 2º capítulo, «A própria substância dos objectos», da 2ª parte, «Prestigio e fim duma ilusão».

Mais tarde, às 21h30, projectamos o filme A inglesa e o duque (2001, 129′) de Eric Rohmer. Quem apresenta é Inês Sapeta.

Para o ciclo «Bastidores – Fazeres que não se vêem» não se trata de mostrar só os bastidores de uma peça de teatro ou da rodagem de um filme, mas muitos outros bastidores da vida e do quotidiano, da arte e dos fazeres. A programação completa pode ser vista aqui.

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