CRÓNICAS DO QUOTIDIANO – A EXCEPÇÃO É A REGRA – por Mário de Oliveira

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Com o tsunami Corrupção na FIFA em fundo, coisa impensável até há poucas semanas, mas inevitável, quando é preciso fazer cair um deus, para que um outro, mais novo e mais habilmente corrupto o substitua – Blatter deposto, Blatter (com outro nome) posto – trago a esta Crónica um pequeno episódio de sinal diametralmente oposto. A provar que, de quando em vez, a excepção é a regra. Aconteceu na semana passada em Lisboa e só chegou ao meu conhecimento, porque tem tudo a ver com a sessão de apresentação do meu Livro FÁTIMA $.A. na Livraria Círculo das Letras. Um dos presentes, empolgado com a sessão e com o Livro, acabou por regressar a Almada, de onde havia partido, sem nunca mais se lembrar de o pagar na caixa. As contas, no final da tarde, acusavam a falta de pagamento de um livro saído da Livraria. Nada a fazer. A boa notícia veio depois, no início desta semana. Já a manhã ia a meio, quando um senhor entra com o Livro na mão e confessa, Então não é que eu, tão empolgado com a sessão da passada sexta-feira, saí sem pagar o Livro na caixa? E, como um menino, desfez-se em mil desculpas e lá pagou o Livro, como quem dança. O gesto, carregado de humanidade, é a regra do seu ser-viver de ser humano. Fosse um fatimista e, ao ver-se com o Livro sem pagar, acharia que tinha sido um milagre da senhora de fátima (assim, tudo em minúsculas, que as maiúsculas são exclusivas dos humanos). Canto, aqui, este homem anónimo de Almada. E, já agora, canto também o meu amigo Valdemar, cá de Macieira da Lixa que, quando ontem fui até ele com um exemplar de FÁTIMA $.A., logo ele contou para quem o quis ouvir: Nunca mais esqueci o que o pe. Mário, já em Maio de 1970, nos dizia que se a senhora de fátima atendia as promessas das mães portuguesas, cujos filhos iam para  a guerra, e deixava os filhos das mães africanas morrer, é porque não era Maria, a mãe de Jesus. Sabe que nunca mais esqueci este Evangelho? Por isso, venha para cá esse Livro que vou ler com muita atenção e emoção! Eis.

3 Junho 2015

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