“SONS DA TORTURA” –INSTRUMENTOS QUE TANTO PODEM FAZER MÚSICA COMO TORTURAR por clara castilho

Depois de testemunhar um aumento do número de países que torturam pessoas, que a Amnistia Internacional contabilizou em 112 países em 2012, esta associação tem sido pioneira nas acções que conduziram ao alargamento da proibição da tortura. Por exemplo, levando os países a assinar a convenção contra a tortura. Deste trabalho resultou a ratificação de um importante documento por parte de 155 países, com transposição para a legislação interna.

E chega haver legislação? Sabemos que não, que as promessas governamentais nem sempre se concretizam se concretizam.

Daí a campanha STOP TORTURA.

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Com esta campanha pretende-se construir uma barreira entre torturador e vítima, com insistência para a presença de advogados durante os interrogatórios, de que os médicos possam examinar os detidos e que as confissões obtidas sob tortura não possam ser usadas como prova nos tribunais. Mas mais, insistência, também, para que toda e qualquer pessoa envolvida na tortura seja levada à justiça.

Falemos das Filipinas e do México, onde a tortura é generalizada nas esquadras da polícia. Falemos da Nigéria, onde os espancamentos são apenas alguns dos castigos que as pessoas enfrentam durante a detenção. Falemos de Marrocos/Sara Ocidental e Uzbequistão, onde os tribunais baseiam as suas decisões em confissões feitas sob tortura.

Com o objectivo de alertar ativistas e cidadão em geral, o Grupo criou uma bateria feita com instrumentos que no nosso país podem produzir música, mas que noutros produzem apenas o som do sofrimento das vítimas. A bateria começou por ser tocada numa acção de rua da Amnistia Internacional que deu início à campanha STOP TORTURA. Nela se recolheram assinaturas para petições associadas a casos particulares de tortura.

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