A escritora Hélia Correia venceu o Prémio Camões

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©Hélia Correia ENRIC VIVES-RUBIO

O Prémio Camões 2015 foi hoje atribuído por unanimidade a Hélia Correia, o 11.º português a receber aquele que é considerado o mais importante prémio literário destinado a autores de língua portuguesa. O prémio, no valor de cem mil euros, foi anunciado no Palácio São Clemente, sede do consulado português do Rio de Janeiro, onde o júri reuniu para deliberar. A autora de Vinte degraus sucede ao escritor brasileiro Alberto Costa e Silva, vencedor do prémio em 2014. Hélia Correia fora já candidata em 2010, ano em que foi atribuído a Ferreira Gullar. O júri deste ano foi constituído por dois portugueses (o poeta e crítico literário Pedro Mexia e a ensaísta Rita Marnoto) dois brasileiros (os escritores Antonio Carlos Secchin e Affonso Romano Sant’Anna) e dois representantes dos países africanos de língua portuguesa: a ensaísta santomense Inocência Mata, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e o escritor moçambicano Mia Couto, vencedor do prémio Camões em 2013.

Hélia Correia estreou-se com a colectânea poética O Separar das Águas, (1981), seguindo-se O Número dos Vivos, (1982). Colaborou na antologia Poemabril (1984), organizada por Carlos Loures e Manuel Simões. Com  A Casa Eterna obteve o PrémioMáxima de Literatura, (2000) e com Lillias Fraser  o Prémio de Ficção do Pen Club, (2001) e o Prémio D. Dinis (2002), Bastardia (Prémio Máxima de Literatura, (2006) e Adoecer,Prémio da Fundação Inês de Castro, (2010) são alguns títulos da sua bibliografia. Com Vinte degraus e outros contos (2014) v enceu o Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco. A Viagem dos Argonautas felicita a escritora Hélia Correia.

 

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