Os elefantes selvagens são considerados a essência da selva Africana original, pelo seu tamanho, pela sua postura majestosa e pelas suas capacidades e forma de relação.
Várias notícias indicam que, por exemplo, Moçambique perde entre 1500 e 1800 elefantes por ano, o equivalente a cinco animais abatidos diariamente, segundo dados do Ministério da Agricultura deste país.
A caça ilegal de elefantes leva o estado moçambicano a gastar anualmente, só na Reserva Nacional de Niassa, cerca de 24 milhões de dólares. Os crimes são praticados maioritariamente por cidadãos tanzanianos, que contam com a colaboração dos moçambicanos.
De facto, a população de elefantes está em risco nalgumas zonas de África caso a caça furtiva e tráfico de marfim não parem. A caça predatória é tão devastadora, do ponto de vista emocional, que pode levar até 20 anos para que uma manada de elefantes se recupere!
Nos últimos três anos, mais de 60.000 elefantes foram mortos em África, um número que «ultrapassa em grande parte o número de elefantes que nasceram», disse à agência France Presse John Scanlon, o chefe da CITES (Convenção do Comércio Internacional de Espécies em Perigo de Fauna e Flora Selvagem).
Grupos de crime organizado e milícias rebeldes em busca de fundos têm-se envolvido cada vez mais neste negócio ilegal, que tem muita procura na Ásia, tanto para uso decorativo como para técnicas de medicina tradicional, e que movimenta milhares de milhões de euros.
Vários países asiáticos que são o ponto de chegada do tráfico, incluindo a China, têm destruído grandes quantidades de marfim ilegal. De acordo com Scanlon, isto «manda uma mensagem muito forte para os grandes criminosos envolvidos nisto». Essa mensagem é de intolerância: «Não aceitamos nem toleramos o tráfico de marfim, e se o encontramos cercamo-lo, confiscamo-lo e destruímo-lo», concluiu.
Sabemos que os elefantes são seres super inteligentes – tão próximos dos humanos quanto os macacos. Têm a capacidade de perceber a aproximação da própria morte, chegando até a identificar ossos de outros elefantes e passar horas chorando sobre eles. Segundo estudos recentes, Cem elefantes morrem por dia, das mais diversas formas: atingidos por tiros disparados a partir de helicópteros, por mutilação dos rostos, por facões, muitas vezes enquanto ainda vivos – apenas para produzir objetos de marfim.
Recentemente, a China anunciou que vai gradualmente eliminar a indústria de marfim no país e onze estados dos EUA propuseram leis locais pedindo a proibição do comércio do produto. Este é um ponto crítico na luta em defesa destes majestosos animais.
É reconhecido a necessidade de: – Financiar campanhas publicitárias de alto impacto no sudeste da Ásia e nos EUA para dissolver a procura de artefactos feitos de marfim;
– Lançar websites no sudeste da Ásia e nos EUA para conscientizar os consumidores sobre o sofrimento e a matança de elefantes, e assim ajudar a mudar a cultura em relação ao marfim;
– Apoiar e alavancar campanhas nos mercados de consumo de marfim no sudeste da Ásia e nos EUA;
– Apoiar programas de proteção na África e iniciativas criativas inovadoras, como o uso de drones para monitorar parques em áreas remotas.