CARTA DE LISBOA – Uma Europa azeda – por Pedro Godinho

lisboa

 

É difícil não os insultar.

Quando eram os amigos do PPE, ou do PSE, enfim quando era “famiglia” havia permissividade e compreensão – e um olhar para o lado para os desmandos e os gastos. A população bem podia empobrecer, os “seus” continuavam a engordar e a encomendar-lhes pequenos e grandes luxos.

Agora deixar que uns pobretanas decidam do seu governo e que este procure formas de atingir as metas – já de si discutíveis – respeitando promessas e convicções isso é que nem pensar. Os gregos têm de pagar caro o voto – e servir de exemplo para que outros não se atrevam.

A troika quer enterrá-los; mas não contava que os radicais mantivessem a calma, a iniciativa e a resistência.

Era bom que, por uma vez, fosse diferente, cá como lá, que a voz e a vontade das pessoas contasse e que fosse como dizia o slogan “ousar lutar, ousar vencer”.

Que a força os acompanhe.

2 Comments

  1. A Reuters noticia hoje que Varoufakis declarou em Bruxelas, à entrada da reunião dos ministros das Finanças, que o pagamento ao FMI devido para teça-feira está dependente dos credores aceitarem devolver os 1,9 mil milhões de juros obtidos pelo BCE com a dívida grega.
    Disse também que iria solicitar a extensão do programa europeu de assistência financeira por algumas semanas de modo a acomodar a realização dum referendo, comprometendo-se o governo grego a respeitar e seguir a vontade expressa pelo povo naquele referendo.

    Reuters
    Industries | Sat Jun 27, 2015 9:07am EDT Related: FINANCIALS
    Greek finance minister says IMF payment Tuesday depends on creditors
    BRUSSELS, JUNE 27

    Greek Finance Minister Yanis Varoufakis said on Saturday a payment to the International Monetary Fund due on Tuesday would depend on whether creditors were willing to return 1.9 billion euros of profits on ECB holdings of Greek bonds.

    On his way to a Eurogroup meeting of finance ministers, Varoufakis told Reuters he would ask the country’s lenders for an extension of the country’s bailout programme by a few weeks to accommodate plans for a referendum on July 5.

    “We are going to suggest to them that under these circumstances we should have an extension for a few weeks to ensure that the people are heard,” he told Reuters.

    “And then we commit as a responsible government to whatever the voters tell us to do. We shall set out to achieve the next day, to reach a very quick deal with our creditors and our partners and the institutions in the spirit of the verdict of the people.”

    He said it was the role of the central bank to keep banks open during the bailout transition period.

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