“EXAMES NÃO ESTÃO A GERAR MELHORIA DAS APRENDIZAGENS” por Luísa Lobão Moniz

olhem para  mim

Mas alguém pensa que, pelo facto de haver exames, as aprendizagens têm melhores resultados?

Será que os Doutores do Ministério de Educação e Ciência estudaram Pedagogia, Psicologia?

Durante o ano lectivo os alunos fazem testes para aferir os seus conhecimentos. Os testes fazem parte da sua aprendizagem, e com eles aprendem o que não souberam.

Se o resultado for negativo o professor estipula um plano de ensino- aprendizagem com os alunos, dando conhecimento aos pais da diferente maneira de aprender. Tempo e afecto são partilhados por todos, pais, criança e professor.

Não é suposto os alunos serem castigados por causa das classificações que têm nos testes, é suposto que os pais alfabetizados possam garantir aos seus filhos momentos tranquilos de aprendizagem; não é suposto, como muitas vezes acontece por causa do fantasma do exame, os pais fazerem os trabalhos escolares com os filhos.

Sou da geração que fez exames para tudo, não me lembro de se criar ansiedade e insegurança nos alunos, nos professores, nos pais.

Tal como os alunos de hoje, no dia em que o exame de admissão ao liceu era feito noutra escola, também me sentia uma gotinha de água no meio do oceano.

Os resultados dos exames não estão a corresponder às expectativas do Ministro da Educação e Ciência, as razões já foram várias desde a fraca formação dos professores de Matemática, dos erros ortográficos que os professores deram no seu exame de avaliação do desempenho. Têm sidop tantas as explicações e em nenhuma delas está o MEC!

Mas tudo se prova, os professores não são de facto os causadores do insucesso escolar. Conhecem algum professor que goste de reprovar os alunos?

Quem de direito disse e ordenou que os professores fossem mais flexíveis na correcção dos exames para que as classificações pudessem ser também melhores do que as do ano passado.

Pasme-se! partir do princípio que os testes estão além dos conhecimentos que os alunos devem ter!

Qual é a seriedade da correcção? E os alunos que foram alvo de uma correcção não flexível?

O MEC quer que as classificações subam para mostrar como o seu ministério trabalhou para o sucesso dos alunos. Será que já se esqueceu de que quando foi para o governo os alunos portugueses estavam melhor classificados no Pisa?

Quando o Senhor Ministro de Educação e Ciência foi para o governo quis mostrar, através dos exames, que os alunos estavam mal preparados por causa do governo anterior. Agora quer provar que os alunos estão melhor preparados alunos e, por isso, diz que a correcção pode ser mais flexível!

 

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