E mais uma vez a palavra formada apenas por três letras tem a força da dignidade.
Desta vez de um povo que se tem visto humilhado, empobrecido e acossado pelos mercados.
Dizer Não no referendo na Grécia é exercer a Democracia.
Os programas impostos pela troica nada tem de democrático.
Quem legitimou os elementos que pertencem à troika?
Não foram eleitos por ninguém. Como se concebe uma Europa Democrática se o poder não foi escolhido pelo Povo. É imposto por quem nada conhece das especificidades de cada país; nada conhece das culturas, do modo de vida, das diversidades, das crenças, da Educação, dos serviços de Saúde, das pensões, da vida dos pensionistas. Nada sabe da organização familiar, como protegem, ou não as crianças, como se faz justiça perante casos de violência doméstica.
Limitam-se a ler relatórios feitos de estatísticas e rankings.
Tira-se daqui e põe-se metade ali e depois logo se vê o que se vai fazer com a outra metade, se calhar aumentar a frota de automóveis do Governo.
Parece que os países da zona Euro estão agrilhoados à estratégia da troika.
A Grécia diz não e toma o destino do seu povo.
Dificuldades não lhe vão faltar, mas serem senhores de si próprios é o alento necessário para as ultrapassar.
Estranha Democracia quando o líder da Comissão Europeia se assume como dono do poder ao dizer ” depois de todos os meus esforços, sinto-me traído”.
Esta noção de poder na assenta em princípios democráticos de igualdade, de liberdade de escolha, mas sim de ultimatos e chantagens.
O Senhor Jean-Claudete Junker não pode ter o direito de pressionar a tendência de voto porque se sente traído.