Passam hoje, 18 de Julho, 79 anos sobre a eclosão da Guerra Civil de Espanha. Estava-se em 1936 . O conflito só terminaria quase três anos depois, em 1 de Abril de 1939. Morreu cerca de meio milhão de pessoas. Porquê?
Em 16 de Fevereiro de 1936, em eleições livres e democráticas, uma frente de esquerda, resultante da aliança dos anarquistas com os partidos republicanos, a chamada Frente Popular venceu, proclamando-se a II República (a I República vigorara entre 11 de Fevereiro de 1873 e 29 de Dezembro de 1874). A direita militar espanhola, as classes possidentes, a Igreja católica, suportaram mal o clima de controvérsia dos primeiros passos do jovem regime. Clima que adensaram com provocações e actos insensatos (que os houve de ambos os lados), mas vitimizando-se sempre a direita, cometendo dislates e crimes, mas comportando-se com o tom pudicamente ofendido de uma virgem num bordel.
Todas as forças reaccionárias, aproveitando como pretexto os erros das esquerdas, se mancomunaram para derrubar a República. Os pormenores históricos estão ao dispor, em livros, em filmes, não os vou repetir. Direi só que os generais golpistas de 18 de Julho de 1936 deram corpo a tudo o que de mais sinistro existia no substrato daquilo a que se chama «espanholidade», crisol onde se misturam sentimentos e interesses contraditórios, nacionalidades sufocadas, quezílias seculares mal resolvidas. Três anos e quase 500 mil mortos depois, a guerra terminou com a vitória da direita.
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Madrid, mas não só, não foi a tumba do fascismo. Onde será? Desistir é que não pode ser. Que semelhanças entre o acordo na Grécia e o acordo de Munique. CLV