SABIA QUE:

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Em Santo Antão do Tojal foi mandado construir, no século XVIII, um conjunto de edifícios que constituem o Palácio, ou Paço dos Arcebispos, também conhecido por Palácio da Mitra?
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Hoje em dia é-nos difícil imaginar o seu esplendor no século XVIII: as paredes revestidas de belos azulejos azuis e brancos, os altares reluzentes da camada de ouro com que eram revestidos (talha), enquanto os mármores de Carrara e outros vindos de Itália embelezavam largas superfícies ou tomavam a forma de anjos e santos, em gestos teatrais.
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Na azulejaria ficaram célebres os três porteiros que, em tamanho natural e com requinte e majestade, convidam os hóspedes a subir o escadório.
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O arquitecto destas obras foi o italiano Canevari, arquitecto régio. Estas decorreram entre os anos de 1730 e 1731.
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A amizade entre D. João V e o então bispo de Lisboa, D. Tomás de Almeida, facilitou o entendimento.
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D. João V gastou “rios de dinheiro” para conseguir do papa Clemente XI a atribuição da honra cardinalícia para todos os bispos de Lisboa, honraria que se mantém até aos nossos dias, e cujo primeiro beneficiário foi, precisamente, D. Tomás de Almeida.
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Foi ele também quem mandou construir um aqueduto de dois quilómetros de extensão, à semelhança do que havia sido feito pelo próprio rei, que mandara edificar o Aqueduto da Águas Livres.
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Entre 1940 e 1943 este palácio foi classificado como monumento de interesse público, juntamente com a igreja, o chafariz, o aqueduto e o pombal.

