Na sexta-feira passada, 31 de Julho, alguns indivíduos utilizaram coquetéis Molotov para incendiar a casa de uma família palestiniana residente na aldeia de Duma, na margem ocidental do rio Jordão. Neste atentado morreu imediatamente uma criança de 18 meses, Ali Dawabsha, e os seus familiares ficaram em estado muito grave. No local, os assassinos pintaram grafitis com símbolos sionistas e inscrições em hebreu. Obviamente que atentados como este se inscrevem na campanha desencadeada contra os palestinianos para os forçar a abandonar a sua terra natal, e que remonta a antes da Segunda Guerra Mundial, como se pode ler na Cronologia da História da Palestina, através do terceiro link abaixo.
Os sucessivos governantes israelitas têm levado a cabo a instalação dos chamados colonatos, em operações habitualmente precedidas por acções violentas para fazer vagar territórios, de modo a criar espaço para aqueles. Uma excepção terá sido a de Yitzhak Rabin, primeiro ministro de Israel entre 1992 e 1995 que foi assassinado por um compatriota seu, intitulado de “extremista”, para pôr fim às políticas que desenvolveu, de pacificação e paz com os palestinianos, que previam a devolução de cidades e territórios ocupados. As tentativas, por parte dos Estados Unidos e de outros países, de levar os dois lados a um acordo de paz têm falhado sucessivamente, acusando-se mutuamente israelitas e palestinianos de má fé. Por cima disto, é evidente, para quem encare a situação imparcialmente, que há uma grande desproporção de forças, e que a parte mais forte nunca pretendeu seriamente outra coisa que não a expulsão dos palestinianos da sua terra. E que as grandes potências nunca tentaram seriamente defender os direitos humanos em questão, a começar pelo direito dos palestinianos à sua terra. Os próprios analistas das questões políticas fogem a reconhecer que este violentíssimo abuso é um dos principais factores da agitação que reina no Próximo e no Médio Oriente, que se tem propagado às regiões vizinhas e está na origem do ressurgimento em larga escala do fanatismo religioso, com as trágicas consequências que se sentem cada vez mais.
Propomos que acedam aos links seguintes:
http://www.mppm-palestina.org/index.php/historia-da-palestina

