CRÓNICAS DO QUOIDIANO – SERÁ QUE FÁTIMA RIMA COM EMIGRANTES?- por Mário de Oliveira

 

 

quotidiano1O pior desastre que os emigrantes podem sofrer, quando, em Agosto de cada ano, vêm de férias a Portugal, é participar na chamada peregrinação dos emigrantes a Fátima. Ao promovê-la, o santuário e os bispos portugueses são intelectualmente desonestos. Abusam impunemente das fragilidades dos emigrantes e demais populações desamparadas, cujas mentes-consciências andam acorrentadas por ancestrais medos de míticas deusas, míticos deuses, aos quais chamam ”fé”. Em Fátima tudo é propositadamente degradante, destruidor da saúde mental das populações. Nunca houve lá quaisquer “aparições”. O que reza a Documentação Crítica de Fátima, publicada pelo próprio Santuário, é que, de Maio a Outubro de 1917, houve um teatrinho, orquestrado pelo Cónego Formigão e mais alguns párocos do concelho de Ourém, protagonizado pela Lúcia, 10 anos de idade, que fazia as perguntas, virada para a carrasqueira, sempre acompanhada por dois primos seus, Francisco e Jacinta, irmãos entre si, respedtivamente de 8 e 7 anitos. Os quais morrem pouco depois. Francisco, em 1919, Jacinta, em 1920, mergulhada num mar de dores e de horrores. Porque resistiu à pneumónica, Lúcia foi tirada à mãe, já viúva, aos 14 anos de idade, em consequência de criminosa decisão do bispo da restaurada diocese de Leiria, D. José Alves Correia, que, juntamente com seus sucessores, fazem dela gato-sapato até à morte. Quem pode, então, dizer que Fátima rima com emigrantes? O meu Livro FÁTIMA S.A. prova que em Fátima tudo é negócio-idolatria. Pior. Sucessivos crimes de lesa-humanidade, de lesa-fé, a de Jesus, de lesa-Maria, a mãe de Jesus! O mais caricato é que, em 13 de Agosto1917, nem sequer houve a anunciada sessão do teatrinho das “aparições”, uma vez que, nesse dia-e-hora, as 3 crianças estavam em casa do governador do concelho, a brincar com os filhos dele. Tudo teve de ser adiado para o dia 19, sem mais ninguém a assistir, segundo reza o documento-cópia do Pe. Lacerda, um clérigo com faro para o negócio.

4 Agosto 2015

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