DIA 6 DE AGOSTO: HOROSHIMA. DIA 9: NAGASAKI por Luísa Lobão Moniz

olhem para  mim

Dia 6 e 9 de Agosto de 1945. Dia 6 Hiroshima, dia 9 Nagasaki.

A humanidade tremeu, os corpos ficaram carbonizados, a pele separou-se do corpo, a doença ficou para novas gerações…

Fotografias ainda humedecem os nossos olhos.

Não há palavras nem armas que reponham os dias 6 e 9 de Agosto de 1945, antes das bombas.

A indignação e o protesto deram a volta ao mundo.

       – Sophia de Mello Breyner e Francisco Fanhais ,Vinicius de Moraes e Ney Matogrosso entre outros.

ROSA DE HIROXIMA

Pensem nas crianças

Mudas telepáticas

Pensem nas meninas

Cegas inexatas

Pensem nas mulheres

Rotas alteradas

Pensem nas feridas

Como rosas cálidas

Mas, oh, não se esqueçam

Da rosa da rosa

Da rosa de Hiroshima

A rosa hereditária

A rosa radioativa

Estúpida e inválida

A rosa com cirrose

A anti-rosa atômica

Sem cor sem perfume

                                                                    Sem rosa sem nada  

Vinicius de Moraes

      – O protesto e a indignação encontraram eco na área da música:

Os Kraftwerk, lançaram o álbum Radio-Activity

John Coltrane compôs Peace on Earth

Georges Moustaki cantou Demain,

Robert Wyatt compôs Foreign Accents.

Pete Seger e os Byrds fizeram de um poema de Nazim Hikmet, para memória futura de Hiroxima e Nagazaki, a canção I Come and Stand on Every Door.

Orchestral Manouevers in the Dark toca Enola Gay, nome do avião que transportou a bomba atómica.

E muitas mais.

     – O protesto e a indignação encontraram eco no cinema:

Hiroxima, the next day

A Destruição de Hiroshima e Nagasaki – White Light/Black Rain

E muitos mais.

O protesto e a indignação encontraram eco na literatura:

O Ultimo Comboio de Hiroxima de Charles Pellegrino, Editora Guerra & Paz.

E muitos mais.

São 162 mil os sobreviventes reconhecidos oficialmente, têm entre 70 e 80 anos, e sofrem de doenças relacionadas com a radiação.

O que é que a humanidade aprendeu sobre si própria?

Capturar

1 Little Boy

2 Avião que transportou a bomba

3As lágrimas, o medo, o sentir-se só no mundo é ainda uma realidade

Leave a Reply