Com o lema “Lisboa é minha, é tua e de quem a apanhar”, o Lisboa na Rua celebra o Verão na cidade. Traz-nos música às praças e cinema aos becos, exposições aos largos e performances às ruelas, para oferecer noites e fins-de-tarde memoráveis aos lisboetas e aos que nos visitam.
A programação do Lisboa na Rua é grátis e é ecléctica porque se quer de e para todos. Viajamos pelo jazz das big bands até à música de bandas francesas emergentes, que actuam num coreto de Lisboa como se fosse em Paris. Porque a identidade da cidade é também ela múltipla e diversa, sem deixar de ser portuguesa e fadista dos sete costados: tanto ouvimos fado no Largo de São Carlos como ragtime nos parques, a fazer lembrar os loucos anos 20.
A cidade é a musa desta edição do Fitas na Rua, que transporta o cinema para sítios inesperados, procurando um casamento perfeito entre a temática do filme e o lugar em que é exibido. As fitas mostram-nos Lisboa vista pelos nossos olhos e através do olhar do outro, em muitos tempos diferentes.
A arte contemporânea está presente e é para todos, através de exposições, performances, vídeo arte e intervenções no espaço público. E este ano, o teatro também marca presença, através de uma parceria com o Teatro Nacional D. Maria II, que sai à rua connosco.
No seu sexto ano ininterrupto, as Noites de Verão no MNAC – Museu do Chiado regressam à área exterior do Museu, conhecida como Jardim das Esculturas, no habitual horário das sextas-feiras, pelas 19h30, e com entrada livre. Este ciclo de concertos, produzido e programado pela Filho Único, é desenhado tendo em conta o objectivo e missão desta associação cultural sediada em Lisboa, e alinhado com a identidade e vocação do Museu Nacional de Arte Contemporânea que o acolhe. Procuramos apresentar e divulgar propostas na área da música que trabalhem a partir de critérios construtivos de produção artística, que visem o desenvolvimento da arte e contenham em si um cariz de busca e de progressão estética.
21 Agosto Julinho Da Concertina Cabo-verde
21 Agosto 19h30 Julinho Da Concertina Cabo-verde Julinho da Concertina nasceu em Piloncan, ilha de Santiago, Cabo Verde, há quase 60 anos. Desde cedo descobriu a paixão pela música e pela concertina, instrumento que escolheu e afinou a seu jeito para, ao longo destas décadas, se fazer acompanhar em palco a tocar as mornas, coladeras e, especialmente, o funaná da sua terra natal. Emigrou para Portugal um ano antes da Revolução de Abril e vive actualmente no bairro da Quinta da Lage, na Falagueira, onde ainda hoje ocupa uma boa parte do seu tempo a trabalhar numa horta urbana – depois de uma vida passada entre as jornas de sol a sol nas alfaias agrícolas e o fole e os teclados da sua concertina. “Vivi, quase sempre, da música. Mas os cachets foram rareando. Toquei ao lado de muitos músicos afamados. Participei em concursos com bons resultados. Mas esta horta é uma grande ajuda para a família”, dizia ao jornal diário online cabo-verdiano A Semana, aquando de uma visita para uma peça sobre si há cerca de três anos. Com um vasto repertório, com peças da sua autoria e temas de outros compositores, diz guardar a mágoa de não ter sido convidado para tocar para o grande público em Cabo Verde. Até porque, afiançava à mesma entrevista, antes dos Ferro e Gaita e outros grupos cuja carreira atingiu patamares de reconhecimento e sucesso notáveis, eram ele e outros da sua geração que impulsionavam a disseminação do funaná na sua terra e na diáspora cabo-verdiana. Nesta ocasião feliz, nas Noites de Verão no MNAC, Julinho da Concertina far-se-á acompanhar de Nirr Paris na bateria e António Tavares no ferrinho e voz.