ATENTADO EM BAAL QUE DESTRUIU AS RUÍNAS DO TEMPLO: UM CRIME DE GUERRA? UM ATENTADO CONTRA A MEMÓRIA HUMANA? por clara castilho

Não interessa porque são pedras? São mais importantes as pessoas que na Macedónia, vindas da Síria tentam encontram um local para viver? Se “Somos responsáveis por aquilo que fazemos, o que não fazemos e o que impedimos de ser feito” (Camus), como podemos intervir?

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Os jihadistas usaram explosivos para reduzir a ruínas o tesouro arquitetónico que era o templo de Baal Shamin, localizado na Síria. A área central do templo ficou destruída e as colunas que a rodeavam colapsaram.

A Unesco condenou a destruição do templo como “um crime de guerra”. O Templo de Baal Shamin datava do século 17 a.C. e fora ampliado durante o Império Romano sob o imperador romano Adriano, em 130 AC.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos forneceu a informação e indicou que este foi destruído há quase um mês. Palmira tinha sido tomada a 21 de Maio, o que provocou preocupação internacional sobre o destino do património da cidade descrita pela UNESCO como de “valor universal excecional”, tendo sido classificada como Património Mundial da Humanidade em 1980. Palmira situa-se 210 quilómetros a nordeste de Damasco. Esta cidade é um dos seis lugares sírios inscritos na lista do Patrimônio da Humanidade da Unesco, junto aos antigos bairros de Aleppo, Damasco e Bosra; o Krak dos Cavaleiros e as aldeias antigas do norte do país.

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Na semana passada, o grupo radical executou um especialista em antiguidades de Palmira. Khaled al-Assad, de 82 anos, era o antigo responsável pelas antiguidades e pelos museus de Palmira e ajudou a preservar os tesouros arqueológicos da cidade, decapitando-o em público e seu corpo pendurado.

Sim, um atentado contra a memória. E, sem memória não nos compreendemos.

 

 

 

 

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