São muros que se levantam, são arames farpados que se desenrolam, são armas que se apontam, são ameaças de pôr fim ao espaço de livre circulação e bens.
São manifestações racistas que começam a aparecer um pouco por todo lado.
É o governo Sírio a matar, a mandar para fora do país os seus cidadãos.
São mortes, choros, desgostos, desalentos, revoltas, fome, doenças que pairam em cima do mar…
Tudo vemos na televisão, até a morte em directo!
São crianças, recém-nascidos, grávidas, pais angustiados, são os medos de se perderem da família…
São lanchas a transportar mais do dobro de pessoas do que são capazes.
Desde o início do ano 137 mil migrantes entraram na Hungria.
A vedação não impede quem já arriscou a vida para ir de barco até à Grécia, não desanima quem já enfrentou a polícia junto à Macedónia e atravessou a Sérvia.
É tal o desespero que não há lugar para a exclusão, todos os que querem fugir da guerra são incluídos com esperança de sucesso.
A tal União Europeia já não tem atilhos para unir os diversos governos.
A tal União Europeia tem correntes que amarram os diversos países para terem como prioridade os mercados. As pessoas são números desfocados…
Os povos dos diversos países unem-se no sofrimento, uns fazem frente como os Gregos, outros vivem com medo como os Portugueses.
O sofrimento dos povos desperta violência dos governos…
Onde está a Solidariedade, a Liberdade, a Fraternidade?
Já não se aguenta tanta maldade humana!
O que é feito do Homem Novo? Dos Direitos Humanos?
Estamos pobres mas não anestesiados!
Quando um homem dorme na valeta
O que faz falta
Quando dizem que isto é tudo treta
O que faz falta
O que faz falta é agitar a malta
O que faz falta
O que faz falta é libertar a malta
O que faz falta