REVISTA DA SEMANA por Luís Rocha

revista semana

Revista da semana

De 30/08 a 5/09/2015

 Como anunciado no final de Julho, retomo a publicação dos acontecimentos que considero mais relevantes da semana. A comunicação social em geral dá sempre uma maior relevância às notícias de impacto imediato junto dos leitores e espectadores. São as notícias que perturbam e confundem quem as vê ou as lê. No fundo as que rendem audiências e leitores, com o objectivo, entre outros, da venda de “publicidade”. O pior é os títulos “bombásticos” que muito raramente coincidem com a verdade da notícia e as que manipulam os leitores ou espectadores “crentes” no que leem e veem. A comunicação social tem no entanto a virtude de dar a conhecer o que se passa no mundo em geral, cabendo assim a cada um ajuizar sobre a informação que lhe chega. Este é o princípio que desde o início tenho seguido, na escolha da publicação que vou fazendo e apresentando sobre os acontecimentos da semana.

Nestas últimas horas tem sido dado um relevo exagerado à libertação de José Sócrates (ex-primeiro ministro), que não considero de interesse, mas apenas refiro pelo facto de, desde a sua prisão (Nov/2014) e agora com a sua libertação dita “prisão domiciliária” se falar em prisão “politica”, o que é um insulto a quem passou por essa situação no regime de ditadura anterior ao 25 de Abril de 1974.

Passo assim às notícias que considero de maior relevância e de interesse para a reflexão dos leitores, começando pela tragédia dos migrantes que fogem aos horrores da guerra, de que os Europeus que a viveram até há pouco tempo parecem ter esquecido.

A dor maior. Quando as crianças se tornam símbolos

Artigo da autoria de Mafalda Anjos da Revista Visão

A imagem do menino morto à beira mar tornou-se o ícone mais marcante do drama diário de milhares de refugiados sírios. De Hiroshima ao Sudão, outras imagens que viraram bandeiras de desastres humanitários

Publicar ou não uma imagem de uma criança morta é um exercício discutível, que põe em causa os princípios deontológicos dos media. Mas a fotografia de Aylan Kurdi encontrado morto à beira mar na Turquia tornou-se viral também nas primeiras páginas dos jornais por todo o mundo. Pela carga emocional que acarreta, tornou-se símbolo de um movimento de migração de refugiados que assumiu proporções incontroláveis, às quais é impossível continuar a responder da forma como a Europa tem feito até agora.

No passado, outras imagens também se tornaram símbolos de conflitos e tragédias humanitárias, e as crianças foram protagonistas principais. Talvez por serem as vítimas mais inocentes de um estado de coisas para o qual não contribuíram, personalizam o maior e mais doloroso dos sofrimentos humanos ao qual é impossível ficar indiferente. Recordamos quatro:

Xangai,  Agosto de 1937

A imagem de um bebé a chorar entre os destroços na cidade chinesa de Xangai depois de um ataque aéreo japonês foi vista por milhões de pessoas depois de aparecer na revista Life em Outubro seguinte. Mais tarde surgiram imagens do pai a colocar a criança naquele sítio, surgindo a tese de que a situação tinha sido encenada por H.S. Wong para dar dramatismo ao acontecimento. 

Hiroshima, Agosto de 1945

Depois dos bombardeamentos de Hiroshima, um fotógrafo captou a imagem de um bebé agachado a chorar entre os destroços. A imagem emocionante correu o mundo e ajudou a mobilizar a opinião pública contra o sacrifício de civis. 

Vietname, Junho de 1972

A imagem da menina que corria despida depois de um ataque de napalm por parte das tropas norte-americanas é o retrato do sofrimento de um povo durante a guerra do Vietname. Kim Phuc era uma menina de 9 anos a fugir desesperada quando Nick Ut da Associated Press imortalizou o momento, o que lhe valeu um prémio Pulitzer.

Sudão, Março de 1993

Kevin Carter foi o autor da imagem impressionante que mostrava um abutre que se preparava para atacar uma criança sudanesa desnutrida e em agonia. O frame icónico publicado no New York Times valeu-lhe um Pulitzer, mas o fotógrafo sul-africano viria suicidar-se em 2011, carregando consigo o peso de não ter feito mais para ajudar a menina. Confessou ais tarde quando recebeu o prémio que aguardou 20 minutes até disparar, esperando que o abutre abrisse as asas, e que viveu para sempre com esse arrependimento.

Este ano já morreram 2,600 pessoas a tentar atravessar Mediterrâneo tendo como destino terras europeias, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM). A maioria dos migrantes são provenientes da Síria, do Afeganistão, da Albânia, do Paquistão e do Iraque. Já chegaram 234.778 à Grécia.

O jornal “New York Times”, publicou o artigo que se segue

Migrant Chaos Mounts While Divided Europe Stumbles for Response

By STEVEN ERLANGER and DAN BILEFSKY

A crowd of migrants rushed to cram aboard a train at the 19th-century Keleti train station on Thursday in central Budapest. Credit Mauricio Lima for The New York Times

LONDON — The struggle among European leaders to develop a coherent response to the spiraling migrant crisis intensified on Thursday as fresh calls for a blocwide plan were met with recriminations about the Continent being swamped with Muslims.

Even as wrenching photographs of a drowned 3-year-old Syrian boy riveted world attention and galvanized public demands for action, the leaders’ first fumbling efforts seemed only to highlight Europe’s divisions, as they bickered over who should take responsibility for the migrants rather than unifying around a new policy.

The chaos was searingly illustrated by a daylong standoff in Budapest and its outskirts, where hundreds of migrants crammed into trains they thought were bound for Austria and Germany, only to be herded into camps.[…]

The hundreds of thousands of migrants pouring into Europe this summer have posed a third great challenge to the Continent in the last decade. Yet, neither of the first two, the still smoldering euro crisis and the war in Ukraine, posed the same degree of divisiveness — between left and right, rich and poor and east and west. And both, for all the anger and debate they sparked, seemed ultimately manageable.[…]

The migrant crisis seems different. With war, instability and poverty spreading through Africa and the Middle East, a prosperous and peaceful Europe is proving a powerful attraction to potentially

millions of people who have wearied of the constant turmoil and day-to-day struggles for survival. There is little sign the flow will soon subside.[…]

“Nobody would like to stay in Hungary,” he told reporters in Brussels. “All of them would like to go to Germany.”

The German chancellor, Angela Merkel, rejected Mr. Orban’s assertions, saying Germany was doing only what “is morally and legally required” of every European Union country in accepting its fair share of the migrants. She urged others to do their part, with “quotas and rules that are fair and take into account what is possible in each country.”

President François Hollande of France said he had reached agreement with Ms. Merkel on “a permanent and obligatory mechanism” to allocate migrants across the bloc, saying, “I believe that today what exists is no longer enough. We will need to go further.” But there is no consensus. Mr. Orban rejected the idea of mandatory quotas, as did the Polish and Slovak governments, which said they would accept only Christians, and in small numbers.

Prime Minister David Cameron of Britain at first rejected the idea of mandatory quotas, but late Thursday said that “as a father I felt deeply moved” by the boy’s death and that Britain would fulfill its “moral responsibilities.” He gave no details, though there were suggestions it might take more Syrians from camps in the region.

A crowd of migrants rushed to cram aboard a train at the 19th-century Keleti train station on Thursday in central Budapest. Credit Mauricio Lima for The New York Times

While politicians searched for answers, migrants continue to pile up in Hungary, particularly at the 19th century Keleti railroad station in the capital, Budapest. After a day of turmoil and a night sleeping on platforms and floors, nearly 500 migrants trapped there were finally allowed to board a train.

[…]

All Hungarians were told they could get off, but non-Hungarians remained locked inside the train without drinking water. Riot police officers fended off migrants hanging out of windows and chanting that they wanted to go to Austria and Germany.

Migrants entered Keleti station in Budapest on Thursday. Credit Mauricio Lima for The New York Times

The migrants initially refused to get off, believing they were being tricked by the authorities. “No camp, no camp,” people shouted from the train.

[…]

Germany has received more applicants than any other European Union nation, with more than 154,000 migrants seeking asylum from January to June, up from 68,000 in the same period last year. When adjusted for population, Hungary and Sweden are among the top recipients.

Germany – 547.034 since 2011

O gráfico que se apresenta em seguida fala por si

Gráfico migração na Europa 2015_09_05

TOTAL – 2.297.043

A Popular Route Through the Balkans

The Balkan overland route has replaced the Mediterranean as the favored passage for migrants this summer. Migrants travel from Greece, through the Balkans and Hungary, and north toward Western Europe, movement made possible by Europe’s open borders

A popular route trough the balkans 2015_1

Ler em: http://www.nytimes.com/2015/09/04/world/europe/hungary-train-station-migrant-crisis.html?hp&action=click&pgtype=Homepage&module=first-column-region&region=top-news&WT.nav=top-news&_r=1

Proposta de Bruxelas poderá atribuir três mil refugiados a Portugal

Por Lusa

A proposta que a Comissão Europeia se prepara para apresentar relativamente à repartição urgente de refugiados entre os Estados-membros da União Europeia poderá atribuir a Portugal uma quota de cerca de 3 mil refugiados.

De acordo com um esboço da proposta ao qual a Lusa teve acesso, que ainda será alvo de discussões e poderá ser alterado, o executivo comunitário, que deverá apresentar o seu projeto na próxima quarta-feira, propõe um esquema de reinstalação urgente de 120 mil refugiados, para ajudar os três países mais afetados pelos fluxos migratórios — Itália, Grécia e Hungria -, cabendo a Portugal uma quota de 3.074 refugiados.

O esboço do plano de redistribuição de refugiados elaborado pela Comissão prevê uma repartição de 15.600 refugiados chegados a Itália, 50.400 à Grécia e 54.000 à Hungria — num total de 120 mil -, e, de acordo com os métodos de cálculo sugeridos por Bruxelas, Portugal deverá acolher 400 refugiados que chegaram a Itália, 1.291 à Grécia e 1.383 à Hungria, num total de 3.074.[…]

Ler em: http://www.noticiasaominuto.com/pais/446201/proposta-de-bruxelas-podera-atribuir-tres-mil-refugiados-a-portugal

Entretanto as noticias em Portugal fixam-se nas eleições legislativas do próximo dia 4 de Outubro, através dos debates e no que a cada um “se compromete”

O que eles pensam dos grandes temas

Durante cinco semanas, os líderes partidários da Coligação PàF (PSD/CDS) PS, CDU e BE respondem às cinco grandes questões que estão ausentes da campanha eleitoral. Um importante inquérito que começa por um tema de premente atualidade: a tragédia dos imigrantes

Pergunta e respostas publicadas na VISÃO 1173, de 27 de agosto

A pergunta – Nos sete primeiros meses do ano chegaram à Europa, após atravessarem o Mediterrâneo em condições desumanas, mais de 192 mil refugiados. Que deve a Europa fazer face a esta realidade?

Pedro Passos Coelho, líder da coligação Portugal à Frente

“Portugal apoiará 1500 pessoas – um aumento muito significativo em relação ao números anuais de refugiados que têm procurado proteção no nosso País” […]

António Costa, secretário-geral do PS

“A Europa, em forte declínio demográfico, necessita de políticas que promovam a imigração legal”[…]

Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP

“Em vez de olhar, em primeiro lugar, para os direitos dos povos, a Europa identifica no seu direito à sobrevivência uma ameaça”[…]

Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda

“Os imigrantes e refugiados não são uma “praga”, mas a irresponsabilidade e insensibilidade dos governantes do continente tornou-se uma das piores pragas que aflige a Europa”[…]

Ler mais:

http://visao.sapo.pt/o-que-eles-pensam-dos-grandes-temas=f829324#ixzz3ksKeNlx3

O que decidem os indecisos?

Se é diretor de uma campanha partidária e está a pensar fazer pontaria aos que ainda hesitam, talvez seja melhor ler este artigo. Se é eleitor, leia também. É bom saber o poder que tem nas mãos

Sónia Sapage (artigo publicado na VISÃO 1173, de 27 de agosto)

Foto: Getty Images

Não são os indecisos que decidem as eleições. Quem o diz é um homem dos estudos de opinião. Rui Oliveira e Costa, responsável pela empresa Eurosondagem desde 1996, reconhece que “os partidos olham para os 20 a 25% de indecisos dos estudos de opinião e entendem que é aí que podem aumentar a sua quota”. Estão errados. “É mentira. O mais provável é que esses indecisos contribuam para engrossar a abstenção”, defende o também comentador desportivo. E dá uma dica: “Quem sempre decidiu o poder em Portugal foi o eleitorado flutuante”. Andarão os partidos a fazer pontaria ao alvo errado?[…]

Olhar para os indecisos, e dentro dessas para os que uma vez votam no PS outra vez no PSD, como pessoas pouco instruídas, influenciáveis pelas promessas dos candidatos ou até negligentes na sua cidadania é um erro.

“Apesar de se caracterizar pela distância em relação à esfera política, o eleitor indeciso não é uma tabula rasa que os atores políticos podem manipular durante a campanha. Para este grupo, o esforço de mobilização será tão importante quanto as tentativas de conquista e persuasão”, escreve Marco Lisi, docente universitário e investigador no Instituto de Política e Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa, num artigo sobre O voto dos indecisos nas democracias recentes: um estudo comparado (2010).[…]

De onde vem a indecisão eleitoral

Os indecisos têm aumentado com o tempo e são mais comuns nas entre as camadas mais jovens, razão pela qual, para lhes chegar, alguns partidos usem, na sua comunicação, a segunda pessoa do singular. Um deles é o CDS, de Paulo Portas, cujo discurso tem sempre alvos muito precisos, como os reformados ou os jovens. “Este é o momento. Por ti. Por todos. Portugal”, era um dos slogans do partido na campanha de 2011.

“Os grupos etários mais velhos parecem ter orientações de voto mais estáveis”, conclui Lisi. “Em geral”, continua, “são três os fatores que mais contribuem para distinguir o eleitorado indeciso dos eleitores mais resolutos: a idade, o centrismo ideológico e o interesse pela política”. Ou a falta dele.[…]

Quanto valem os partidos

Analisando os resultados das legislativas desde 1976, é possível chegar a um número que constituiu o núcleo duro dos cinco principais partidos, ou seja, a percentagem mínima de votos que cada um já obteve. Ei-la: 20,77% (PS em 1985); 24,38% (PSD em 1976); 4,43% (CDS em 1991), 6,94% (CDU em 2002) e 2,44% (Bloco de Esquerda em 1999). Feitas as contas, estes valores totalizam 58,96% dos votos, deixando uma margem larga para votos brancos, nulos e abstenção. Pelo contrário, o recorde de votos do PS foi obtido por José Sócrates em 2005 (45,03%) e o do PSD foi conquistado por Cavaco Silva, em 1991 (50,60%). Entre os núcleos duros dos partidos e os seus melhores resultados, há oscilações entre os 25 e os 30%. Mas isso não chega para calcular o valor dos flutuantes. A fórmula mais correta para determinar quantos flutuam ao centro é usar os números absolutos em cada uma das eleições. E assim sendo, os melhores e os piores resultados do PS e do PSD são separados por 1,3 milhões de  votantes, no caso do PS; e 1,5 milhões no caso do PSD. Assustador?

Ler mais:

http://visao.sapo.pt/o-que-decidem-os-indecisos=f829323#ixzz3ksLIaFQn

Andamos a votar para o boneco?

Em 2011, mais de 512 mil votos foram ignorados e não elegeram deputados. Estudos mostram que as distorções no sistema eleitoral se agravaram. Na VISÃO desta semana, contamos-lhe como, onde e em prejuízo de quem. CONSULTE AS INFOGRAFIAS

Miguel Carvalho (artigo publicado na VISÃO 1174, de 3 de setembro)

O sistema favorece os grandes. ?É uma frase de café, cunhada no futebol, mas aplica-se à democracia. Nas Legislativas de 2011, mais de meio milhão de eleitores ficou “fora de jogo”. Foram cerca de 512 mil votos ignorados e valeram zero deputados.

Ora,  destes, mais de 51 por cento das cruzinhas nos boletins pertenciam a eleitores da CDU, BE e CDS-PP, enquanto 48,2 corresponderam a partidos sem assento parlamentar. Se fosse adotado um sistema eleitoral misto, com um círculo nacional extra, de compensação, o PAN e o MRPP teriam, por exemplo, convertido os mais de 120 mil votos que obtiveram em dois deputados para cada um (ver simulação). No outro extremo, PSD e PS perderam apenas trocos que não chegaram para lhes tirar o sono.

Frases, gaffes, incidentes, mensagens, pontos altos e baixos, em contagem decrescente para 4 de outubro. Relato dos últimos dias

Filipe Luís Revista Visão 5 de Setembro de 2015

O ‘ranger’ Rangel

“Alguém acredita que, caso o PS estivesse no poder, haveria um ex-primeiro-ministro a ser investigado?” A pergunta de Paulo Rangel tem, na própria lógica subjacente à sua argumentação, uma resposta óbvia: “Sim, se esse ex-primeiro-ministro fosse do PSD…” Admitamos que ele quisesse dizer que o PS – presume-se, ao contrário do PSD… – tenta controlar o poder judicial. Mas o lapso quase freudiano pode ser invertido: Sócrates é investigado porque quem controla o poder judicial é, agora, o PSD? Os agentes de Justiça nem queriam acreditar. E Passos Coelho bem dispensaria esta chamada de Sócrates à campanha. É que um produto tóxico pode envenenar quem o toma, mas também quem o manuseia.

Mar Salgado

Para disfarçar onde realmente queria chegar – ao caso Sócrates – Paulo Rangel também trouxe à colação o caso de Ricardo Salgado: “Alguém acredita que, sob um governo PS, o maior banqueiro estivesse a ser investigado?” Salgado pode estar em residência vigiada, mas saltou com estrondo para a campanha, e por várias vezes. Quando o PSD assume falinhas mansas ao referir-se ao Estado Social, Catarina Martins diz que “confiar o Estado Social à PàF é o mesmo que entregar a regulação bancária ao ex-banqueiro do BES. Ou a Oliveira e Costa.” Pensando bem, quem melhor do que eles estaria em condições de antecipar ou detetar qualquer marosca na atividade bancária?…

O empreendedorismo segundo Costa?

O ex-deputado do PSD José Eduardo Martins partilhou esta foto no facebook. E os comentários não se fizeram esperar. Será que é esta a ideia de empreendedorismo de António Costa? Ou já está a trabalhar nos 207 mil empregos prometidos que, afinal, não são prometidos?

Tens a Ruah? Eu tenho o Nicolau

A atriz Daniela Ruah foi a estrela presente no último dia da Universidade de Verão do PSD. Mas o CDS não quer ficar atrás e, num dos colóquios da sua Escola de Quadros, que decorre em Ofir, esta sexta, 4, vai ter como orador… Nicolau Breyner.

Transdev ganha Metro do Porto. Alsa fica com STCP

D.R. 04/09/2015 | Dinheiro Vivo

Já são conhecidos os vencedores das subconcessões dos transportes do Porto. A Metro do Porto vai ficar com o grupo francês Transdev, enquanto o grupo Alsa/National Express ganhou a concessão da STCP.

O Governo tinha recebido sete propostas de quatro candidatos para a concessão dos transportes do porto. Alsa, Barraqueiro, Gondomarense e Transdev eram as empresas na corrida.[…]

As duas empresas ficarão agora responsáveis pela gestão dos transportes públicos do Porto por um período de 10 anos.

Ler em:

http://www.dinheirovivo.pt/empresas/interior.aspx?content_id=4761449&eg_sub=0227b1aeab&eg_cam=96755c7e32246f87646cac080e5223cf&eg_list=3&page=-1

Relacionada com a notícia acima o “Noticias ao minuto” publicou dia ontem (5/9) o artigo que se segue

Ajustes diretos crescem e já ultrapassam concursos públicos

Apesar de o método ser questionado pelo Tribunal de Contas, devido aos riscos que acarreta, a contratação por ajuste direto tem aumentado.

Cerca de 50,5% da contratação pública entre janeiro e agosto foi feita por ajuste direto. A informação é avançada pelo Dinheiro vivo, que analisou números divulgados no Base, o portal que revela os valores dos contratos públicos.

[…]

Este ano, o contrato que lidera o ranking dos ajustes diretos é do ministério da defesa. Em causa estão 77 milhões de euros na aquisição de dois navios-patrulha, contratados à Edisoft e West Sea.

Ler em:

http://www.noticiasaominuto.com/economia/446167/ajustes-diretos-crescem-e-ja-ultrapassam-concursos-publicos

O menino chamado “Banco mau – BES” e “Novo Banco”, continua na ordem do dia e ameaça estar destinado ao “colo” dos contribuintes portugueses.

Regulador não tem a pasta da venda sozinho. Como o Ministério das Finanças é parte do Fundo de Resolução, se o governo mudar, a venda em curso pode terminar

Novo Banco. Eleições ameaçam mandato do BdP para vender

Noticia publicada pelo “Dinheiro Vivo” ontem (5/09/2015)

Se tudo correr bem, venda fica fechada no final da próxima semana

A venda do Novo Banco continua a preocupar o governo e o Banco de Portugal, que querem cumprir a promessa de um negócio rápido e o menos penoso possível para os bancos e os contribuintes. No entanto, a uma semana de se conhecer o resultado das negociações com o segundo candidato, a Fosun, começa a ganhar força a tese de que o negócio não estará fechado antes das eleições marcadas para 4 de outubro. E, caso isto aconteça, há uma forte probabilidade de a venda vir a ser travada, se o futuro governo se opuser a ela.

A questão é complexa e suscita dúvidas entre juristas, especialistas em banca e políticos contactados pelo Dinheiro Vivo. É que, embora o Banco de Portugal seja uma entidade autónoma, que responde unicamente perante o BCE, e o Fundo de Resolução, acionista único do Novo Banco, decorra de regulamentos comunitários da DGCom, a vontade política pode sobrepor-se.[…]

Para já, o objetivo do regulador é fechar a venda na próxima semana já com os chineses da Fosun (ver texto em baixo). Isto apesar das indicações do executivo para uma venda rápida.

A primeira ideia era vender até 31 de agosto – depois de, há um ano, se ter pensado no fecho do negócio até fim de dezembro de 2014 -, mas com as eleições à porta, há já quem defenda que o limite deve ser esticado até ao final de dezembro deste ano.

Ler em:

http://www.dinheirovivo.pt/mercados/banca/interior.aspx?content_id=4762207&page=-1

A China encontrou em Portugal a forma “barata” de entrar na Europa. Veja-se o artigo de Sara Rodrigues/Visão

A investida chinesa

O que andam a comprar os chineses em Portugal e porquê? Em quatro anos, investiram mais de 10 mil milhões de euros e não vão ficar por aqui. CONSULTE A INFOGRAFIA

São, na sua maioria, grandes conglomerados empresariais. Gerem ativos superiores ao valor das 20 maiores empresas portuguesas. A China State Grid tem 1,8 milhões de trabalhadores, mais de um terço da população ativa portuguesa. Mas, afinal, porque demonstram estes colossos mundiais tanto interesse em investir num mercado tão pequeno como o português?

“Gosto muito de Lisboa. Tem sol, o ar é limpo e há grandes oportunidades de negócio.” Quem o diz é Zheng Yonggang, magnata chinês que esteve de visita à capital na semana passada. Com avião próprio estacionado na base de Figo Maduro, Yonggang falou com a VISÃO no hotel de cinco estrelas onde esteve instalado durante três dias. Além de jogar golfe e apreciar a comida portuguesa, os negócios foram o grande motivo desta viagem.

A empresa de Yonggang investiu mais de 20 milhões de euros em imobiliário num espaço de um ano, mas quer diversificar a área de negócios e tem mil milhões de euros disponíveis para isso.

Na China, a frugalidade pôs de lado a ostentação do novo-riquismo. Já não se vêem tantas malas Gucci na Assembleia Nacional Popular e o número de pratos nos banquetes foi reduzido.

Sexta feira a bolsa nova-iorquina fechou em baixa

POR LUSA

Wall Street fecha em baixa

A bolsa nova-iorquina fechou hoje em baixa, com os investidores desapontados com os números sobre a criação de emprego nos EUA.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o Dow Jones Industrial Average perdeu 1,66% (272,38 pontos), para as 16.102,38 unidades, depois de ter estado a descer mais de 2%, ao passo que o Nasdaq desvalorizou 1,05% (49,58), para as 4.683,92.

O índice alargado S&P 500 recuou 1,53% (29,91), para os 1.921,22 pontos.[…]

As praças financeiras mundiais foram recentemente afetadas pelos tumultos nos mercados chineses, em queda desde junho, e, de forma mais geral, as inquietações ligadas à perda de velocidade da segunda maior economia do mundo.

“Ninguém quer brincar aos heróis na noite de domingo perto do churrasco, a perguntar-se se a bolsa de Xangai vai ganhar ou perder 6%”, com Wall Street encerrada na segunda-feira, ironizou Blicksilver.[…]

Ler em:

http://www.noticiasaominuto.com/economia/446085/wall-street-fecha-em-baixa

Feira do Livro do Porto nos jardins do Palácio do Cristal

A propósito da Feira do Livro do Porto, perguntámos a quatro escritores o que é, afinal ser feliz? Confira as respostas

Visão Sábado, 5 de Setembro de 2015

Na edição desta semana, apresentamos-lhes as sete maneiras de ser feliz na Feira do Livro do Porto, que, a partir desta sexta, 4, começa nos jardins do Palácio do Cristal.

Ser feliz? Isso mesmo, a Felicidade é o tema transversal à atividade do pelouro da Cultura do município em 2015 e, por causa disso, perguntámos a quatro autores, afinal, o que é isso de ser feliz? As respostas inspiradoras do encenador André e. Teodódio e dos escritores Álvaro Magalhães, Nuno Camarneiro e Richard Zimler.

Richard Zimler

“A felicidade é um desafio. Nunca poderemos atingir a maturidade enquanto não nos empenharmos em fazermos os outros felizes e realizados. Sobretudo aqueles que amamos. É um dos maiores problemas do nosso tempo: como formar crianças para serem adultos empenhados em ajudar os outros a descobrir o contentamento, a alegria e a realização”

[…]

Nuno Camarneiro

“A felicidade é ler Dom Quixote pela primeira vez. E também relê-lo passados muitos anos, como se encontrássemos um velho amigo que andava desaparecido”

[…]

André E. Teodósio

“A felicidade é como a sorte: calha a todos, mas só acerta em alguns”

[…]

Álvaro Magalhães

“A felicidade é escrever, isto é, procurar a paz e, às vezes, encontrá-la”

[…]

Ler mais: http://visao.sapo.pt/feira-do-livro-do-porto-nos-jardins-do-palacio-do-cristal=f829377#ixzz3ksfZGj3Y

LIVROS

Por Lusa

O novo romance de Jonathan Franzen chega às livrarias para a semana

‘Purity’, o novo romance do norte-americano Jonathan Franzen, e a história dos campos de concentração nazis, do investigador Nikolaus Wachsmann, da Universidade de Londres, lideram a lista de publicações, anunciada pelo grupo Leya para as próximas semanas.

‘Isis – Por dentro do Estado do Terror’, sobre o autodenominado Estado Islâmico, do jornalista norte-americano Michael Weiss e do analista sírio Hassan Hassan, assim como o 4.º e último volume da história da ‘Idade Média’, coordenada por Umberto Eco, são outros títulos anunciados pelas editoras do grupo, para os últimos meses de 20’5.

‘KL — A História dos Campos de Concentração Nazis’, do britânico Nikolaus Wachsmann, que será publicada na próxima terça-feira, vai desde a conceção dos campos (‘Konzentrationslager’, KL), em ‘933, até ao seu encerramento, na primavera de ‘945.[…]

No final deste mês as Publicações Dom Quixote publicam ainda o 4.º e último volume da ‘monumental enciclopédia’ sobre a Idade Média – ‘Exploradores, comércio e utopias’ -, coordenada por Umberto Eco.

 Na Texto, outra chancela do grupo Leya, está anunciada, para outubro, a edição de ‘Isis – Por Dentro do Estado do Terror’, de Michael Weiss e Hassan Hassan, obra assente em dezenas de entrevistas a especialistas em contraterrorismo, oficiais do exército e dos serviços de informação dos Estados Unidos e do Iraque, estabelecendo ‘o primeiro quadro completo do crescimento, popularidade e expansão’ do chamado Estado Islâmico, segundo a editora.

‘ABC de Fernando Pessoa’, na Livros d’Hoje, com ‘as melhores citações, em verso e prosa’, do autor e seus heterónimos, e ‘A Teoria da Investigação Criminal — A Arte de Ser Detective’, de Francisco Moita Flores, na Casa das Letras, são outros livros anunciados.

Na Lua de Papel, o sucesso de ‘As Cinquenta Sombras de Grey’ prolonga-se em ‘Grey’, o novo livro de EL James, a lançar na terça-feira, 08 de setembro.

Ler em:

http://www.noticiasaominuto.com/cultura/446172/o-novo-romance-de-jonathan-franzen-chega-as-livrarias-para-a-semana

Novas obras de Valter Hugo Mãe e Carol Oates na Porto Editora

Contos inéditos de Valter Hugo Mãe, poesia reeditada de Ruy Cinatti e novas obras de Joyce Carol Oates e Javier Cercas vão ser editados até novembro, anunciou hoje a Porto Editora.

O grupo editorial apresentou algumas das novidades literárias para os próximos meses, a editar por chancelas como Assírio & Alvim, Livros do Brasil ou Sextante Editora.

No que toca à literatura portuguesa, sairá, por exemplo, ‘O último dos colonos’, primeiro de dois volumes de memórias de João Afonso, irmão do cantautor José Afonso, e ‘Os timorenses’, romance de Joana Ruas, que volta a remeter para acontecimentos históricos de Timor-Leste.

Destaque ainda para a chegada às livrarias de poesia de vários autores portugueses, entre inéditos, como ‘Óxido’, de Gastão Cruz, e compilações, nomeadamente de Luís Quintais e Ruy Cinatti.

Serão também reeditadas obras de Eugénio de Andrade e Sophia de Mello Breyner Andresen, nomeadamente a tradução que fez de ‘Hamlet’, de Shakespeare, com prefácio de Luís Miguel Cintra, que fará a encenação do texto, este mês, para o Teatro da Cornucópia.

Sairá também o romance histórico ‘Do outro lado do mar’, de João Pedro Marques.

Entre os mais de 50 títulos apresentados hoje de manhã, em Lisboa, estão ‘O selvagem da ópera’, do autor brasileiro Rubem Fonseca, Prémio Camões 2003, sobre o compositor Antônio Carlos Gomes, publicado nos anos 1990 e inédito em Portugal.[…]

Ler em:

http://www.noticiasaominuto.com/cultura/445751/novas-obras-de-valter-hugo-mae-e-carol-oates-na-porto-editora

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