REVISTA DA SEMANA por Luís Rocha

revista semana

Revista da semana

De 06/09 a 12/09/2015

A nível nacional a semana teve como principal acontecimento, pela falta de conteúdo, o debate televisivo entre Passos Coelho e António Costa. A situação do “Novo Banco” continua sem solução.

No plano internacional a solução para o drama dos refugiados continua num impasse. Em Espanha a luta pela independência da Catalunha reacendeu-se.

Debate televisivo entre Passos Coelho e António Costa

Excerto do Artigo “Debate Costa-Passos continua a dominar as atenções” de Francisco Ferreira da Silva/Económico (10/09/2014)

Transmitido pelos três principais canais de televisão, o debate entre António Costa e Pedro Passos Coelho atingiu um total de 5,3 milhões de pessoas, com uma audiência média de 3,4 milhões. O canal que liderou as audiências do debate foi a SIC, mas o programa mais visto da noite, por canal, foi o comentário de Marcelo Rebelo de Sousa na TVI. Todos quiseram saber o que pensava o professor do debate que acabara de ter lugar e a quem atribuía a vitória.

António Costa foi, para a maior parte dos analistas, o vencedor da noite, com um discurso mais para as pessoas. Pedro Passos Coelho perdeu-se em aspectos técnicos, como o “plafonamento vertical”, e teve dificuldade em responder, ao mesmo tempo, ao opositor e às perguntas dos entrevistadores. Costa soube demarcar-se da figura de José Sócrates e até conseguiu passar a ideia que a vinda da ‘troika’ em 2011 era da responsabilidade de Passos Coelho. Também usou truques conhecidos como mostrar os cálculos do impacto do programa eleitoral em papel ou gráficos do Governo. Em linguagem de boxe, o líder do PS aplicou um ‘uppercut’ a Passos Coelho quando citou o programa VEM, para fazer incentivar o regresso de emigrantes, e disse: “Sabe quantos já vieram? Zero. Sabe quantos vêm até ao fim do ano? Zero. Sabe quantos vêm em 2016? 20.”

O debate em nada esclareceu os portugueses que o viram, como se pode depreender do artigo de João Cerejeira/Económico

O debate visto por um economista: “As omissões do debate”

Imaginemos a próxima discussão do Orçamento de Estado para 2016, com Passos Coelho e António Costa. Será que seria muito diferente do debate de ontem? Os participantes no debate de ontem e os programas dos partidos que representam, passaram ao lado da questão: que país queremos para próxima década.

Para dar responda a esta questão é necessário debater e fazer propostas que tenham como foco as condições estruturais de funcionamento da economia portuguesa. Exemplos: pouco ou nada foi dito sobre a regulação dos mercados fortemente concentrados, geradores de rendas de monopolísticas que entravam a competitividade das empresas portuguesas. Do mesmo modo, ninguém se refere à muito falada, mas pouco conhecida no concreto, reforma da administração pública. E do lado do mercado de trabalho e das políticas sociais, não se conhecem as propostas para lidar com o problema do desemprego de longa de duração, actual e futuro, associado à reconversão tecnológica da economia portuguesa.

Poderíamos dizer que estamos perante omissões, eventualmente por esquecimento ou apenas por desejo de manutenção do status quo. Mas também é legítimo pensar que ambos os líderes estejam convencidos que o próximo governo não vá durar muito mais do que um orçamento de estado.

Uma das questões que preocupa os portugueses é o Emprego. Sobre o tema, vejamos o artigo de Raquel Martins do Jornal Público de 11/09/2015

A prova dos factos: Passos criou em dois anos mais emprego do que Sócrates em seis?

Foi o primeiro-ministro quem o disse no último jantar-comício da coligação. Terá razão?

Passos Coelho usa os números de acordo com o que lhe é mais favorável PEDRO LIMA/NFACTOS (ARQUIVO)

Em resumo

Passos Coelho usa os números de acordo com o que lhe é mais favorável. É verdade que nos últimos dois anos a população empregada aumentou e foram criados 153,9 mil empregos, enquanto no final dos seis anos de governo socialista o saldo era negativo e havia menos 168,6 mil pessoas empregadas.

Mas se compararmos o saldo no final da legislatura de Sócrates com o final da legislatura de Passos Coelho, o actual Governo sai a perder. Sócrates deixou o poder com um saldo negativo de 168,6 mil empregos e Passos com menos 203,4 mil pessoas empregadas.

Ler em: http://www.publico.pt/n1707543

PODE AINDA LER “Mais provas dos factos”:

Passos é o único primeiro-ministro a entregar o país mais pobre?

Afinal, quem chamou a troika em 2011?

A dívida da Câmara de Lisboa foi paga pelo Governo?

A coligação comprometeu-se a cortar 600 milhões nas pensões?

O PS propõe um plafonamento da Segurança Social?

Quantos pontos do IRC quer o PS alocar à Segurança Social?

Foi também noticia o debate entre lideres do Bloco de Esquerda e do PSD, noticiado por Maria João Lopes do Público em 11/09/2015

Catarina Martins insistiu, mas Passos não pediu desculpa nem mostrou números

Novo Banco e plafonamento aqueceram debate entre líderes do Bloco de Esquerda e do PSD. Passos Coelho contra-atacou com a Grécia, considerando um “desrespeito” a hipótese de perdão da dívida.

Catarina Martins esteve sempre ao ataque a Passos Coelho MIGUEL MANSO

A porta-voz do Bloco Catarina Martins considerou, no debate desta sexta-feira à noite na RTP Informação, que o adiamento da venda do Novo Banco aparece como “muito oportuno” para este Governo, dada a proximidade das eleições legislativas. Para a deputada, a operação tem custos para os contribuintes e o primeiro-ministro devia pedir “desculpa” aos portugueses por ter garantido o contrário.

Além de não ter pedido desculpa, por considerar que os contribuintes portugueses não serão lesados, Passos Coelho também não acedeu a outro pedido de Catarina Martins: mostrar os números, os cálculos que a coligação Portugal à Frente fez para defender o plafonamento da Segurança Social. […]

Ler em: http://www.publico.pt/n1707595

Falha na venda do Novo Banco obriga a mais dívida ou a usar “almofada financeira”

Artigo de Luís Villa Lobos/Publico 11/09/2015

Alerta é dado pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO).

O Estado vai ter de emitir mais dívida pública ou recorrer aos depósitos da administração central se não conseguir vender o novo Banco até ao final do ano, alertou esta sexta-feira a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO).

Na sua nota mensal sobre a dívida pública, divulgada esta sexta-feira a UTAO refere as “necessidades líquidas de financiamento do Estado nos primeiros sete meses do ano apresentam um valor superior ao previsto” para o ano inteiro. Este era de 7,3 mil milhões de euros, e segundo a UTAO, na sua nota de Agosto, o valor ia nos 8,9 mil milhões de euros (ou seja, mais 2,3 mil milhões do que o previsto). […]

Conforme noticiou o PÚBLICO esta sexta-feira, o impasse à volta da privatização do segundo maior banco privado português, com 18% de quota de mercado, e cuja conclusão foi anunciada pelas autoridades para o final de Julho passado, ameaça tornar-se um tema crucial no debate eleitoral.

O desenho da operação impõe que o Banco de Portugal não possa adjudicar o Novo Banco por um valor inferior ao que foi oferecido pela Anbang – o que dá pouca margem à Fosun e à Apollo (terceiro candidato) para subirem as suas ofertas para o patamar colocado pelo candidato com o melhor envelope financeiro.[…]

Ler em: http://www.publico.pt/n1707527

Sobre o tema dos refugiados não deixe de ler o artigo de João de Almeida Dias/Observador, em Röszke (Hungria)

O crime de fugir à morte

A Hungria está a cinco dias de criminalizar as travessias ilegais da fronteira. “Ninguém sabe o que vai acontecer com esta lei”, diz uma advogada. Para já, centenas chegam a Röszke: “Um inferno”.

A princípio, Ibrahim não acredita no que lhe dizemos. Estamos na fronteira com a Hungria e com a Sérvia, mais precisamente em cima da linha ferroviária que, antes da crise dos refugiados atingir o pico deste verão, servia para ligar os dois países.

Vários homens com coletes refletores verdes desdobram-se em esforços para terminar a vedação mandada erguer pelo governo húngaro, liderado por Viktor Órban. Os rolos de arame farpados — que, uns em cima dos outros, ficam a 1,80m de altura — já estão prontos, mas ainda falta construir uma segunda vedação, sustentada por postes de aço com mais de três metros. […]

Do artigo bastante extenso registo as declarações que se seguem:

“O nosso governo está sempre a mudar tudo, não têm capacidade para gerir esta situação. E o pior de tudo é que não têm nenhuma ideia do que estão a fazer. Eu pelo menos não entendo.”

Timea Kovács, advogada do Comité de Helsínquia em Szeged, na Hungria

“Sinceramente, eu gostava de saber como é que o governo húngaro iria reagir se, por acaso, os refugiados cumprissem as leis à risca e ficassem cá todos. Aí é que iam ser elas.”

Timea Kovács, advogada do Comité de Helsínquia em Szeged, na Hungria

“Raptaram-me pelas minhas ideias. Eles sabem que eu sou democrata, que sou pela democracia e que sou contra o ódio, contra esta guerra estúpida. E raptaram-me porque queriam o meu dinheiro.” 

“Eu era uma pessoa com sucesso. Estudei na Universidade Americana de Damasco, a melhor que havia no país. Tive resultados perfeitos em todos os exames, podia ter ido viver para a América quando havia paz se quisesse. A minha vida era fácil, mas deixou de o ser. Agora continuava a ter dinheiro, o dinheiro nunca foi um problema para mim. Mas não havia paz.”

Ibrahim, refugiado sírio

“Só depois de isto ter aparecido na televisão é que vieram para cá estas ONG todas (…). Chegámos a ser três voluntários para mil pessoas. À noite o frio era tanto que tínhamos de queimar tudo. Plástico, papéis nas Nações Unidas a explicar os procedimentos para requerer asilo… tudo.”

Julia, voluntária norte-americana no campo de Röszke

Ler em: http://observador.pt/especiais/crime-fugir-morte/

A questão dos refugiados continua a merecer atenção em Portugal e na Europa. O nosso país já sabe que vai receber um total de 4.775 pessoas e que, para isso, receberá 28,65 milhões de euros. Os refugiados devem começar a chegar a partir de Outubro. Os Estados-membros vão discutir a resposta a esta crise na próxima segunda-feira, num momento em que há muitas críticas ao sistema de quotas obrigatórias e que a Hungria vai enviar quatro mil soldados para patrulhar as fronteiras. Os eurocépticos britânicos também já adoptaram os refugiados como tema contra a permanência do Reino Unido na União Europeia.

Excerto do Artigo “Debate Costa-Passos continua a dominar as atenções” de Francisco Ferreira da Silva/Económico (10/09/2014)

Foram para a rua 1,4 milhões de catalães para “começar a construir um novo país”

Artigo de Maria João Guimarães/Público (11/09/2015)

Grande marcha nas celebrações do dia da Catalunha e no arranque da campanha eleitoral para umas eleições regionais que estão a ser vistas como referendo à independência.

A Diada encheu a Avenida Meriodonal de Barcelona ALBERT GEA/REUTERS

Uma enorme multidão de 1,4 milhões de pessoas avançou ontem pela Avenida Meridional, em Barcelona, numa mistura entre comemoração do dia da Catalunha e arranque da campanha eleitoral em que, pela primeira vez, partidos de campos ideológicos diferentes concorrem juntos numa aliança pela defesa da independência. […]

“Vamos começar a construir um novo país”, era o mote do arranque da campanha e das celebrações do dia da Catalunha, a Diada, que se assinala a 11 de Setembro e que nos últimos três anos tem sido marcado por grandes manifestações pró-independência.

As sondagens dão uma vantagem mínima à coligação pró-independência Juntos pelo Sim na votação de 27 de Setembro, com 44% dos votos e 68-69 lugares entre os 135 do Parlamento catalão. Esta aliança junta o partido conservador Convergência e União do presidente da Catalunha, Artur Mas, o partido separatista Esquerda Republicana da Catalunha e o mais pequeno anticapitalista Candidatura de Unidade Popular. Entre as caras conhecidas da lista está o antigo treinador de futebol do Barcelona, Pep Guardiola.[…]

O sentimento pró-independência aumentou entre muitos catalães, devido à atitude do Governo central em relação ao referendo (a esmagadora maioria acha que deveria ser possível realizar a consulta, mesmo que não defenda a independência). Muitos dizem ainda que a região a contribuir mais em impostos do que  recebe do Governo central, algo especialmente importante numa altura de crise económica.

Ler em: http://www.publico.pt/n1707573

LIVROS

Artigo de Isabel Lucas/Público (10/09/2015)

Plano de reedições da Tinta-da-China, que adquiriu os direitos da obra do autor, inclui a compilação num volume inédito dos fascículos de Bronco Angel: O Cow-Boy Analfabeto.

Fernando Assis Pacheco destacou-se pela crónica, género em que exercitava um sentido de humor apurado e muito peculiar DR

É uma das notícias da rentrée: a Tinta-da-China passa a deter os direitos da obra de Fernando Assis Pacheco. No próximo mês de Novembro, quando passarem 20 anos sobre a morte do escritor e jornalista português, a editora irá publicar Bronco Angel: O Cow-Boy Analfabeto, que Pacheco assinou com o pseudónimo William Faulkingway.[…]

Bronco Angel: o Cow-Boy Analfabeto surge num momento em que alguns títulos de Assis Pacheco estão fora das livrarias, com algumas edições esgotadas e outras não repostas. Depois deste inédito, a Tinta-da-China irá republicar a obra de Pacheco com a periodicidade ditada pelas falhas em livraria. Sempre que uma obra estiver esgotada, será reposta na nova edição da nova chancela.

Ler em: http://www.publico.pt/n1707178

CONDUÇÃO – O vídeo que todos os condutores têm de ver

“Observador” 11/9/2015, A associação belga Responsible Young Drivers lançou uma campanha improvável de sensibilização, alertando para os perigos de estar ao telemóvel enquanto se conduz.

Getty Images

Quase toda a gente já atendeu o telemóvel ou respondeu a uma mensagem enquanto conduzia. Os riscos de usar o telefone para uma condução perigosa já motivaram várias campanhas de alerta e sensibilização por todo o mundo. Mas a verdade é que a maioria tem pouco sucesso, face ao grande número de mortes que se registam na estrada todos os anos.

Mas e se fosse ao contrário? E se em vez de se apelar à não utilização do telemóvel, se colocassem pessoas dentro de carros obrigando-as a escrever mensagens? Foi o que a associação belga Responsible Young Drivers, como conta o ABC, decidiu fazer.[…]

Quer ver as reações? Então concentre-se no vídeo lançado pela associação:

Como ficou claro, as possibilidades de ter um acidente aumentam significativamente quando se partilha a atenção entre mandar mensagens e estar a conduzir. São bastantes as travagens, mas que não têm consequências graves face à preparação do professor.

Passam poucos minutos até os jovens desistirem e perceberem que é impossível estar no telemóvel e conduzir ao mesmo tempo.

Ler em:

http://observador.pt/2015/09/11/video-os-condutores-ver/

Dizem que o mundo pode acabar já no dia 28… (Artigo da Visão (08/09/2015)

A Lua Vermelha prevista para a madrugada do dia 28 traz de volta as profecias do Apocalipse. Mas é muito provável que seja apenas uma oportunidade única de ver uma Super Lua e um eclipse lunar em simultâneo

Foto: Reuters

Fenómenos astronómicos sempre deram azo a catstróficas profecias e a Lua Vermelha que ocorrerá na madrugada do próximo dia 28 de Setembro não é exceção. 

Mas que base têm estas teorias? Tudo que precisa de saber sobre a lua vermelha que fará uma aparição no final do mês de Setembro:

O que é uma lua de sangue?

Fãs da saga Twilight estarão familiarizados com o termo, mas não se deixem enganar, não tem nada a ver com vampiros. 

Uma lua de sangue é uma mera designação que descreve a coloração avermelhada que a Lua adquire durante o eclipse total. É um sinal causado pela reflexão da luz do sol na atmosfera terrestre – que a olho nu é vermelha. A lua de sangue adquire uma cor dourada, cobre e vermelho sujo dependendo da posição do sol – costuma estar baixo no céu ou perto do horizonte. 

Este ano, o fenómeno poderá ser ainda mais impressionante porque o eclispe ocorrerá em dia de Super Lua

O que é a profecia da lua de sangue? […] 

O mundo poderá mesmo acabar dia 28? 

Segundo Rodriguez podemos começar a gritar já e a preparar o kit de sobrevivência. Ele diz que um asteroide com uma largura de cerca de 40 quilómetros atingirá Porto Rico, originará um terramoto com magnitude 12  e destruirá o resto do mundo como o conhecemos. […]

Então quando é que é provável que isto aconteça?

Não existe data certa, mas o “fim do mundo” está agendado para o período entre os próximos dias 21 e 28. 

O que dizem os cientistas? 

Se não sabe no que acreditar e teme, nem que seja um bocadinho, que a profecia se torne verdade, não está sozinho.

Tanta é a histeria à volta deste fenómeno que a NASA sentiu-se obrigada a fazer uma declaração para clarificar o assunto:  “Não existe nenhuma prova que um asteroide ou outro objeto celestial esteja numa trajetória que irá impactar com a Terra,” disse Paul Chodas, do departamento de objetos perto da terra da NASA. “Na verdade, nem um objeto conhecido tem uma hipótese credível de atingir o nosso planeta no próximo século. Não há bases científicas, nem um traço de provas, que um asteroide ou outro objeto celestial atingirá a Terra nessas datas.”

Ler em: http://visao.sapo.pt/dizem-que-o-mundo-pode-acabar-ja-no-dia-28=f829888#ixzz3lG6OVvsX

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