Foi em 20 de Setembro de 1519 que Fernão de Magalhães iniciou a viagem de circum-navegação do globo terrestre. Um pormenor que me escapa é a celebridade, o protagonismo histórico assumido por Cristóvão Colombo, cujo contributo para o conhecimento do nosso planeta foi relativamente insignificante. Apesar das suas viagens, Colombo morreu convencido de que tinha descoberto o caminho para a Ásia, não se apercebendo de algo que desde 50 anos antes se sabia ou , pelo menos se suspeitava – de que a Ocidente da Europa, interpondo-se entre este continente e a Ásia, havia uma grande ilha ou uma grande massa continental. Do ponto de vista científico, Colombo parece não justificar a fama atingida e a disputa que vários países fazem para ser considerados o berço do navegador. Colombo morreu convencido de que chegara à Ásia navegando para Ocidente.
A gesta dos Descobrimentos, que os Portugueses reivindicam como proeza nacional, foi afinal o resultado de descobertas científicas de venezianos, genoveses, catalães, castelhanos…e portugueses, claro, que tiveram o grande mérito de sistematizar esses conhecimentos e de os utilizar em navegações fora do umbigo mediterrânico – traçaram cartas, recorreram a saberes de matemáticos europeus e árabes. Quando D. João II recusou financiar a primeira viagem de Colombo, fê-lo por saber que ela pouco acrescentaria ao que por aqui se sabia. A viagem de Magalhães teve outro alcance e outro valor. Muita coisa se pode dizer sobre este tema – por exemplo, há quem conteste o papel de Américo Vespúcio e entenda ser imerecida a honra de ter dado o seu nome ao continente que Colombo confundiu com a Ásia. Há quem diga que Vespúcio nunca esteve na América. Talvez o continente se devesse chamar Cabrália… Enfim, a Europa teve por aqueles séculos XV e XVI um esplendor científico sem paralelo. Pena é que tenha sido esse esplendor que desencadeou a sociedade capitalista de que não se conhece nenhum período luminoso.
A Europa? Sejamos justos. Quem dobrou o Cabo Bojador e inaugurou a Idade Moderna foram portugueses. Quem teve a coragem enorme de partir para o desconhecido não foram os europeus; foram os portugueses. Basta de endeusar quem o merecerá mas noutras áreas do conhecimento. O seu a seu dono.CLV
Caro Leça da Veiga, não endeusei ninguém. Claro que os portugueses tiveram o mérito de avançar oceano adentro e de se aventurar pelo desconhecido..No Brasil, onde apoucar os portugueses é uma forma barata de ganhar popularidade, diz-se que não descobrimos o Brasil, mas que houve um encontro de civilizações. Gostava de saber, quando é que, se Cabral não tem achado o Brasil, as tribos ameríndias nas suas pirogas escavadas a fogo, achariam a Europa. O que disse foi que os portugueses reuniram e organizaram saberes de outros povos e os puseram ao serviço do projecto que João II pôs em prática. Castelhanos e Aragoneses conquistaram e procuraram explorar riquezas – Portugal assumiu uma postura cientifica procedendo a uma revolução biológica, plantando espécies europeias em África, planta africanas na Ásia…Sem esta «revolução» A Revolução industrial não teria sido possível. Só disse que não partiram do zero – matemáticos árabes, conhecimentos náuticos de povos mediterrânicos, foram postos ao serviço do projecto global. O mapa de Andrea Bianco de 1461 assinalava uma massa continental entre a europa e a ásia – João II sabia que o que colombo propunha não interessava e autorizou-o a ir propor o seu projecto aos primos Fernando e Isabel- Quanto a mim, sem as navegações de Colombo tudo teria sido igual e não percebo como é que um navegador que nem sequer foi capaz de calcular o diâmetro do globo terrestre é tão famoso e tão disputada a sua nacionalidade. um aventureiro falhado – só se foi por põr o ovo em pé1 Faça bom proveito a Génova. Leça da Veiga, se isto é tirar mérito aos portugueses…
A Europa? Sejamos justos. Quem dobrou o Cabo Bojador e inaugurou a Idade Moderna foram portugueses. Quem teve a coragem enorme de partir para o desconhecido não foram os europeus; foram os portugueses. Basta de endeusar quem o merecerá mas noutras áreas do conhecimento. O seu a seu dono.CLV
Caro Leça da Veiga, não endeusei ninguém. Claro que os portugueses tiveram o mérito de avançar oceano adentro e de se aventurar pelo desconhecido..No Brasil, onde apoucar os portugueses é uma forma barata de ganhar popularidade, diz-se que não descobrimos o Brasil, mas que houve um encontro de civilizações. Gostava de saber, quando é que, se Cabral não tem achado o Brasil, as tribos ameríndias nas suas pirogas escavadas a fogo, achariam a Europa. O que disse foi que os portugueses reuniram e organizaram saberes de outros povos e os puseram ao serviço do projecto que João II pôs em prática. Castelhanos e Aragoneses conquistaram e procuraram explorar riquezas – Portugal assumiu uma postura cientifica procedendo a uma revolução biológica, plantando espécies europeias em África, planta africanas na Ásia…Sem esta «revolução» A Revolução industrial não teria sido possível. Só disse que não partiram do zero – matemáticos árabes, conhecimentos náuticos de povos mediterrânicos, foram postos ao serviço do projecto global. O mapa de Andrea Bianco de 1461 assinalava uma massa continental entre a europa e a ásia – João II sabia que o que colombo propunha não interessava e autorizou-o a ir propor o seu projecto aos primos Fernando e Isabel- Quanto a mim, sem as navegações de Colombo tudo teria sido igual e não percebo como é que um navegador que nem sequer foi capaz de calcular o diâmetro do globo terrestre é tão famoso e tão disputada a sua nacionalidade. um aventureiro falhado – só se foi por põr o ovo em pé1 Faça bom proveito a Génova. Leça da Veiga, se isto é tirar mérito aos portugueses…