Depois de João Paulo II e de Bento XVI, chegou a vez do papa Francisco visitar Cuba, a de Fidel, felizmente, ainda vivo. Desde que a ditadura de Baptista foi derrubada pela Revolução da Sierra Maestra, nunca mais o Ocidente teve sossego. Até então, toda a América Latina e os seus povos, desde as chamadas descobertas e conquistas, protagonizadas pelos diversos cristianismos, com destaque para o católico romano, viram abertas as suas veias, esventrados os seus chãos, escravizados, massacrados milhões dos seus residentes naturais, e empobrecidos os sobreviventes. Com a colonização, reiteradamente abençoada pela Cúria romana, a América Latina tornou-se o quintal traseiro, à escala continental, dos países do Ocidente, com destaque para os EUA. Nem a independência política de cada país significou o fim da ignomínia-humilhação. A ideologia-teologia do imperio cristão é aquele espírito impuro, de que nos fala Jesus (Lucas 11, 24-26), que, quando sai de um homem, de um povo de povos, vagueia por lugares áridos em busca de repouso e se o não encontra, decide voltar para o povo de povos de onde saiu. Encontra-os organizados e autónomos. Vai então, toma outros sete espíritos piores do que ele, muito mais militarmente armados, e instalam-se nas mentes-consciências dos respectivos povos. E o último estado daquele povo de povos fica muito pior do que antes. A Revolução da Sierra Maestra conseguiu derrubar a ditadura de Fulgêncio Baptista, mas não evitar o cerco-embargo dos poderosos EUA, ali tão perto, nem a clandestina guerra suja promovida pela hierarquia católica dentro do país. Muito menos ir além de Cuba. Foram infrutíferos, todos os esfoços de Che Guevara. Debilitada, depois de anos e anos de criminosos embargos, ataques de todo o tipo, nos grandes media, como fica Cuba, depois destas três envenenadas visitas papais? Ainda pior do que antes da Revolução da Sierra Maestra?! Mas é preciso esperar para ver?!
21 Setembro 2015

