Com escolas a fazerem “turmas de nível”…ou seja: – os bons alunos com bons alunos, – os maus alunos, os repetentes, os “defs”, os NEE’s, os maus comportados à parte.
Todos separados, que pode ser contagioso!
Com a Associação dos Professores de Português a considerar “impossível” concretizar o programa lectivo, dado que muitos professores não terem a noção daquilo que é “verdadeiramente” e porque as horas lectivas que estão previstas são inferiores às horas lectivas propostas pelo programa…
Com mudanças no ensino da Matemática, apontando os professores a grande exigência e a extensão dos programas, ou ainda as sucessivas reformas no ensino da disciplina ao longo dos últimos anos.
Com cortes nas verbas do ensino artístico.
Com o secretário-geral da FENPROF a dizer que o ministério da Educação atrasou deliberadamente a abertura do ano lectivo devido às eleições de 4 de Outubro, de forma a disfarçar os problemas com a colocação tardia de professores e pessoal auxiliar. Com constituição de turmas, tendo em conta alunos com necessidades especiais, com situações de “desrespeito pelas normas”, que colocam em causa a educação inclusiva.
Mas, alegremo-nos, as nossas crianças têm escola, não andam fugidas à guerra. O facto é que “Mais de 13 milhões de crianças não vão à escola este ano por causa da guerra em vários países do Médio Oriente e de África” segundo um relatório da UNICEF.