
RUMOR
Poema de Eugénio de Andrade (in “Os Amantes sem Dinheiro”, Lisboa: Centro Bibliográfico, 1950; “Poesia”, 2.ª edição, org. Arnaldo Saraiva, Porto: Fundação Eugénio de Andrade, 2005 – p. 49)
Dito pelo autor (in CD “Eugénio de Andrade por Eugénio de Andrade”, Numérica, 1997)
Acorda-me
um rumor de ave.
Talvez seja a tarde
a querer voar.
A levantar do chão
qualquer coisa que vive,
e é como um perdão
que não tive.
Talvez nada.
Ou só um olhar
que na tarde fechada
é ave.
Mas não pode voar.
Rumor
Poema: Eugénio de Andrade (in “Os Amantes sem Dinheiro”, Lisboa: Centro Bibliográfico, 1950; “Poesia”, 2.ª edição, org. Arnaldo Saraiva, Porto: Fundação Eugénio de Andrade, 2005 – p. 49)
Música: João Fernando
Intérprete: Luísa Basto* (in single “Vento e Trova / Rumor”, Telectra, 1980)
Acorda-me
um rumor de ave.
Talvez seja a tarde
a querer voar.
A levantar do chão
qualquer coisa que vive,
e é como um perdão
que não tive.
Talvez nada.
Ou só um olhar
que na tarde fechada
é ave.
Mas não pode voar.
* Daniel Luís – bateria
Carlitos – percussão
Armindo Neves – viola eléctrica e acústica
Luís Duarte – viola baixo
Rui Cardoso – flauta e saxofone tenor
Arranjos e direcção – Luís Duarte
Produção – Telectra
