CRÓNICAS DO QUOTIDIANO – PORQUE NÃO VIESTE À MISSA? – por Mário de Oliveira

A pergunta salta da boca de um condiscípulo de Curso do seminário do Porto 1950-1962, no momento em que me levanto da Mesa, no restaurante, e, em fugazes instantes, mostro aos presentes, no encontro anual realizado no passado dia 26 de Setembro, o meu mais recente Livro, FÁTIMA S.A., já a caminho da 5ª edição, quando a 1ª edição é de Maio 2015. Sei quanto sou incómodo, nesta minha qualidade de prebítero-jornalista da igreja-movimento de Jesus, nos antípodas da igreja-sistema eclesiástico que quase todos eles teimam navegar. Mais por inércia e manutenção dos privilegios adquiridos, do que por convicção. Não gastei, por isso, mais de uns 2 minutos. O bastante, para ser disparada contra mim aquela pergunta-bala. Pensava eu que a minha postura era já assumida por eles, de forma pacífica. Vejo agora que não. Só de forma contida. Os sucessivos promotores insistem em abrir cada encontro anual com missa ritualizada, despachada em poucos minutos, numa capela-igreja local emprestada. Só depois, vem o almoço compartilhado num restaurante local. Como presbítero-jornalista, não alinho, há já muitos anos, neste tipo de missas ritualizadas, fundamentadas em certos cultos do paganismo e, sobretudo, no mítico Cristo do cristianismo, o maior inimigo de Jesus e do seu Projecto Políítico maiêutico, testemunhado pelos 4 evangelhos em 5 volumes, e não nas práticas maiêuticas de Jesus Nazaré e na sua Fé.. Limito-me, por isso, a aparecer, cada ano, no local do almoço. Tenho-me batido, em vão, para que a Mesa compartilhada, em ambiente de intimidade, seja a nossa Eucaristia. Aceitaria, até, alegremente coordená-la-dinamizá-la, se mo sugerissem. Saboreariam a substantiva diferença e nunca mais quereriam o rito misseiro, indigno de seres humanos que se prezem. Irei prosseguir este meu combate desarmado, até que o bom senso e a inteligência cordial venham ao de cima. Nestes encontros e em todo o lado. Será uma festa inesquecível!

 

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