A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Terá sido em 30 de Setembro de 1455 que ficou pronta a impressão da Bíblia de Gutenberg, o mais famoso incunábulo da história e um passo dos mais importantes que a Humanidade deu no sentido do avanço intelectual – e não estamos a esquecer a conquista do Espaço, nem o advento das novas tecnologias. Umberto Eco classifica a luminosa prensa de Gutenberg, a invenção da roda e o machado, como os três avanços mais decisivos e consolidados do homo sapiens. A possibilidade de produzir múltiplas cópias, o passo entre o aristocrático códice e o democrático incunábulo, deu um golpe violento no monopólio que a igreja de Roma fazia da difusão do conhecimento e foi um dos factores do incêndio da Reforma. Com os Descobrimentos portugueses e a revolução biológica (assinalada por Alfredo Margarido e por Isabel Castro Henriques) foi dado o golpe de misericórdia na sociedade feudal e criadas as condições para o nascimento do capitalismo – a Revolução americana e a de 1789 provaram que os mercadores eram capazes de substituir o binómio igreja-nobreza, por um enérgico e eficaz sistema de exploração – o capitalismo que, sofrendo mutações, se vai mantendo.