Marwan Barghouti é palestiniano e está preso desde 2002. É um preso político, embora os israelitas e os seus aliados se recusem a reconhecê-lo como tal. Escreveu uma carta, publicada em The Guardian, em que analisa a situação existente na sua pátria, e diz-nos que a causa do conflito que ali existe é a ocupação israelita. E toda a gente sabe que ele tem razão. Desde Obama e Netanyahu até ao mais simples cidadão de qualquer ponto do globo que se interesse minimamente pelo que se passa na Palestina e no Próximo e Médio Oriente. Contudo, muitos, a começar pelos políticos que abordam os problemas de paz na região, e pelos responsáveis da grande comunicação social, recusam-se a dizê-lo e a mostrar as implicações da ocupação israelita.
A ocupação dos territórios palestinianos, que inclui a expansão dos chamados colonatos, faz parte da política de expansão do estado de Israel, que pretende ser reconhecido como um estado confessional, como é sabido. E manter sob o seu domínio territórios como os Montes Golã (anteriormente conhecidos como os Montes Sírios), não os devolvendo à Síria alegadamente por motivos de segurança. Entretanto começou ali a extrair petróleo, apesar das decisões em contrário da ONU.
Marwan Barghouti está detido em cativeiro por ter mostrado grande capacidade de liderança entre os palestinianos. Nas mesmas condições estão milhares de outros palestinianos, por de algum modo resistirem à ocupação e à pressão israelita. Por isso sugerimos que acedam aos links abaixo. Três são de The Guardian, sobre a ocupação da Palestina e a prisão de Marwan Barghouti. O último dá acesso a um artigo do Correio da Cidadania, de Frei Betto, que explica excelentemente o que é um estado confessional e a que pode levar a sua implantação num país.
http://www.theguardian.com/world/2015/oct/11/palestinians-isolated

