EDITORIAL – AS CONTRADIÇÕES DO MOMENTO ACTUAL ESPELHADAS NO ANÚNCIO DE UMA CANDIDATURA DE DIREITA FEITA NO “VOZ DO OPERÁRIO”

Os dias anteriores foram de decisões de quem ainda tem poder (se bem que logo editorialpor pouco tempo) de dar cartas no baralho. Os dias que se seguem são de afirmação de quem, recentemente, se sente com poder (dado nas urnas) para orientar para um lado ou para outro o caminho deste país. A direita tem estrebuchado das mais variadas formas, com a ajuda da comunicação social. O oportunismo de Marcelo Rebelo de Sousa, jogo de cintura e campanha pessoal que tem vindo a fazer há longos anos, e que tão bem conhecemos, rematou com o anúncio formal da sua candidatura na Voz do Operário, local desde sempre associado a outros assuntos…

Nos dias que se vão seguir, depois da decisão de Cavaco Silva de indigitar Passos Coelho para formar governo, vão continuar crispados. Ao considerar que “a alternativa claramente inconsistente sugerida por outras forças políticas” teria consequências financeiras, económicas e sociais “muito mais graves”, “violou drasticamente a separação de poderes entre os órgãos de soberania”, apresentando-se como “um chefe de facção”(  Associação 25 de Abril), passando a “apreciar programas de Governo, o que não cabe ao Chefe de Estado mas sim à Assembleia da República (opinião do constitucionalista Jorge Miranda), numa atitude “antidemocrática e desrespeita o voto dos portugueses” (Reis Novais, Fac. Direito de Lisboa, especialista de Direito Constitucional).

Vai a “esquerda” pagar este recreio que o dr. Costa inventou”(Vasco Pulido Valente, um dos chefes máximos ressabiados)? Ou vai a esquerda continuar a ter forma para esquecer quezílias e saber unir-se?

 

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