CONFERÊNCIA INTERNACIONAL “ACOLHIMENTO DE JOVENS EM INSTITUIÇÃO: PROTEGER, PREVENIR E CAPACIPAR – DESAFIOS À INTERVENÇÃO por clara castilho

Foi ontem, dia 12 de Novembro, que se realizou a conferência Internacional “Acolhimento de Jovens em Instituição: Proteger, Prevenir e Capacitar – Desafios à intervenção”, na Fundação Calouste Gulbenkian

A conferência principal foi proferida por Andrew Kendrick, Professor of Residential Child Care, School of Social Work and Social Policy – University of Strathclyde, Glasgow-Scotland, sobre “Residential Care for Children and Youth: Relationships, Protection and Growth.

Capturar

Uma Mesa redonda sobre “Desafios ao Acolhimento de Jovens em Instituição”, juntou Elisabete Caramelo, Directora do Serviço de Comunicação da Fundação Calouste Gulbenkian , Maria João Leote de Carvalho, Programa Crianças e Jovens em Risco, Fundação Calouste Gulbenkian, Helena Isabel Almeida, Pediatra – Coordenadora do Grupo de protecção de crianças em risco, Directoria Clínica do Hospital Fernando da Fonseca, Paulo Guerra, Juiz desembargador, Director adjunto do CEJ, António Santinha, Director da “Casa da Fonte” – Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e Ana Dias Cordeiro, Jornalista – Jornal Público.

No final da tarde Marta Santos Pais, Representante Especial do Secretário Geral da ONU sobre Violência contra a Criança, apresentou a  Conferência “Direitos da Criança – riscos e oportunidades”.

Da parte da manhã ocorreram workshops sobre assuntos relacionados com a temática abordada:

COMPORTAMENTO DOS JOVENS E SAÚDE MENTAL – Teresa Goldschmidt e João Beirão.

 JOVENS E INTERNET: RISCOS E POTENCIALIDADES – Eduarda Ferreira, José Alberto Simões e Maria João Silva

 CULTURA ORGANIZACIONAL, SUPERVISÃO, PRÁTICAS E REFLEXÕES – Paula Cristina Martins

Andrew Kendrick, especializado em cuidados de crianças institucionalizadas, chamou a atenção para o facto de Portugal ter demasiadas crianças institucionalizadas e ter de apostar mais na solução de famílias de acolhimento. Quando comparado com a Escócia, vê-se que Portugal pouquíssimas crianças a viver em famílias de acolhimento, preconizando que se procure um equilíbrio maior.

Na sua intervenção, Daniel Sampaio, coordenador científico do programa da Gulbenkian, actualmente existem cerca de oito mil crianças institucionalizadas, que sobrevivem graças ao empenho de equipas técnicas que precisam de ser “acarinhadas”. Se o próprio acolhimento é considerado um factor de risco (Reuter), isso tem que ser levado em consideração para que ele seja o mais curto possível no tempo e tenha as melhores condições. Afirmou que é necessário reforçar o treino e a supervisão dos técnicos que trabalham com crianças em instituições.

Foram distribuídos importantes documentos que, penso, poderem ser pedidos à Fundação.

Leave a Reply