CRÓNICAS DO QUOTIDIANO – O QUE ESTÁ POR TRÁS DO HORROR-TERROR DE PARIS? – por Mário de Oliveira

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É em momentos como os que estamos a viver, cercados de cadáveres, dores, lágrimas, cóleras (in)contidas, medos, que mais precisamos de discernimento, para não tomarmos por verdade o que é apenas sádica e cruel encenação. As reacções imediatas dos agentes de turno do poder, nos três poderes em que ele historicamente subsiste e se apresenta aos povos seus súbditos, podem ajudar, e muito, a entender o que efectivamente se está a passar, nestes dias de grande apocalípse ou revelação, no Ocidente. Ajuda-nos, também, e muito, a pergunta correcta que emerge dos 132 cadáveres, resultantes de outros tantos assassinatos perpetrados por uns quantos poucos detentores de armas do poder, refinadamente eficazes, fabricadas por ele, a pretexto de que são necessárias para garantir a segurança dos povos, quando, na verdade é a sua própria subsistência como poder que está em jogo. E a correcta pergunta que emerge do silêncio dos 132 cadáveres assassinados é, O que está por trás do horror-terror de Paris? O presidente Hollande apressou-se a gritar aos seus horrorizados-aterrorizados súbditos que o atentado é uma declaração de guerra. Quer dizer: Para este agente de referência do poder armado, as 132 pessoas assassinadas não são mais do que o pretexto de que ele necessitava para declarar guerra ao mundo islâmico, reiteradamente bomberdeado há semanas, meses, pelos bombardeiros da Nato, na Síria, no Iraque, no Afeganistão, a que se juntaram, por fim, os da Rússia de Putin. Os grandes media do poder fazem, depois, o resto. Conseguem convencer as populações de que o EI é o autor dos massacres em Paris, e vira-as contra ele, não contra o poder armado, que fabrica as armas de destruição maciça e nucleares, do qual o EI é um dos seus pequenos agentes. A guerra declarada por Hollande é um passo mais, para que o poder se consolide ao leme do mundo, no lugar dos povos. E com estes como seus reféns, com liberdade para se divertir, fornicar, embebedar, drogar, estupidificar. Nunca mais povos Eu-sou, somos!

16 Novembro 2015

https://www.youtube.com/watch?v=YzJ32i_6qAA

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