MANIFESTO PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES 2015 por clara castilho

Chamaram-lhe “Quebremos o silêncio!”

Sim, de facto, “Quebremos o silêncio!”

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Pois a violência exercida contra as Mulheres tem por base factores estruturais, históricos e culturais que lhe conferem o significado político de mecanismo social pelo qual as Mulheres são forçadas à subordinação em relação aos homens.

Pois a consciência deste facto, e de que ele constitui um atentado aos direitos humanos a que nos devemos opor firmemente, impele Movimentos de Mulheres, Movimentos Sociais, Parlamentos e Estados, à definição de estratégias e acções para lhe pôr termo.

Pois é imperativo pôr fim a estes crimes – fim à violência doméstica, à violência sexual, à violação, ao assédio sexual, ao assédio moral, ao tráfico de mulheres, aos chamados “crimes de honra”, aos casamentos forçados, à mutilação genital feminina e ao femicídio.

Pois a violência contra as Mulheres, em todas as suas formas, é uma violação grave dos direitos humanos das Mulheres. É, ainda hoje, dos crimes mais praticados em todo o mundo, com consequências devastadoras para a saúde, bem-estar e vida das Mulheres.

Pois nos últimos 10 anos, em Portugal, foram mortas 376 mulheres vítimas de violência doméstica. Só este ano, contam-se já mais de 40 vítimas mortais.

Pois é preciso lembrar que há países no mundo onde raparigas de apenas 11 anos são forçadas a casar com homens muito mais velhos. No Burkina Faso, por exemplo, isto acontece a 1 em cada 3 raparigas.

Sendo a educação é um direito humano não negociável, pelo que é um pré-requisito para o pleno gozo de muitos outros direitos fundamentais ( Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO), este ano, o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres destaca as formas pelas quais esse tipo de violência é prejudicial para a educação de meninas e de mulheres.

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