Era o cantinho do telefone.
Por ali passava toda a gente da casa.
Gente crescida a tratar de assuntos importantes para a vida de todos.
Gente crescida a tecer as redes de partilha, de consolo ou de tricas.
Gente mais nova a organizar programas excitantes.
Gente mais nova rondando à espera do telefonema palpitante.
Gente ainda mais nova espreitando as conversas e tentando perceber as teias da vida.


