REFLEXÕES EM TORNO DO MASSACRE DE PARIS, EM TORNO DO CINISMO DA POLÍTICA OCIDENTAL – ESTA SEXTA-FEIRA, DIA 13, NÃO É UM ACASO – É MUITO TARDE PARA UMA LUCIDEZ POLÍTICO-MEDIÁTICA.

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Selecção e tradução de Júlio Marques Mota

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Esta sexta-feira, dia 13, não é um acaso – É muito tarde para uma lucidez político-mediática.

Raoul Fougax, CE VENDREDI 13 N’EST PAS UN HASARD – Il est bien tard pour une lucidité politico-médiatique

Revista Metamag, 17 de Novembro de 2015

 

Dado que, segundo parece, terá chegado o tempo de se dizerem as verdades …. Insuficiente, digam então! Porque esta Sexta-feira da desgraça é da inteira responsabilidade dos nossos líderes políticos e dos embusteiros da informação.

A verdade passa pelo arrependimento absoluto da classe politico-mediática…. Seria necessário que haja mesmo demissões e renúncias à vida pública. Se houvesse um sentido da honra e de responsabilidade seria o que seria feito … um primeiro- ministro demitiu-se em Taiwan por causa de um incêndio acidental numa boite nocturna.

Quando se é responsável, não se pode fazer nada, tinha-se já dito: é isso suficiente? Quando se cria o caos líbio pode-se reivindicar a gestão futura da guerra contra Daech? A ideologia antirracista, este avatar que se queria humanista de um antifascismo marxista impôs um politicamente correcto totalitário que criou desde há décadas as condições da desgraça francesa de hoje. O anti-racismo é o portador de mala do terrorismo islâmico. E os idiotas úteis juntam-se aos montes.

Algumas verdades portanto

A mobilização após Charlie Hebdo foi efectivamente uma mistificação. Enganou-se a opinião pública sobre a realidade da ameaça. Quis-se fazer acreditar que a emoção ia dissuadir os fanáticos. Nenhuma lágrima caída para uma bala de kalachnikov. A dor é respeitável, mas a compaixão não é uma política.

Este terrorismo muçulmano que certamente não é todo o Islão é o fruto de uma imigração não controlada e não dominada. Os que a anunciam desde há 50 anos são desprezados como Cassandras em Tróia e diabolizados e proibidos de se exprimirem. E no entanto Tróia foi destruída a partir do interior.

Mas é contudo uma imigração muçulmana maciça que é o terreiro do terrorismo islâmico. Os rostos islamitas são rostos da diversidade. Esta diversidade apresentada como uma vantagem é uma ameaça, porque esta diversidade foi afrancesada se mesmo republicanizada. Acreditava-se que os valores da república supostamente universais iriam fazer de todos os imigrantes uns excelentes Franceses armados de Cavaleiros. Teria sido necessário impor estes valores a tempo.

Do véu provocador às proibições nas cantinas passando pela separação nas piscinas e as orações nos clubes desportivos, recuou-se dando-lhes um sentimento de fraqueza. Esta fraqueza é uma realidade. Todos os imigrantes ou estrangeiros que gostam da França não cessam de o dizer: vocês deixam-se levar, verão que estão errados.

Nada de amálgamas certamente … mas que dizer mesmo assim do Islão da França, esta coisa religiosa, siderada pelos seus extremistas. Onde estão estas centenas de milhares de imigrantes que se tornaram franceses para manifestarem na rua a sua solidariedade para com as vítimas dos assassinos e pelo seu amor do modo de vida à francesa? Franceses, Belgas certamente mas que não vêem a realidade destes cidadãos. Cidadãos de papéis de identidade, é indiscutível, mas quanto ao resto? Os que se sentem eles-próprios sem se estarem a renegar mas Franceses devem estar à frente da nova lucidez anunciada. É necessário separar o trigo do joio mas que sejam agora os muçulmanos a começar.

Os meios de comunicação social, eles, devem parar de estarem a desinformar por ideologia. É necessário recordar que alguns destes, vindos deste mundo politizado à esquerda impuseram o emprego do termo “jovem”, como ponto de partida de uma ditadura semântica, para não se estigmatizarem os vadios dos subúrbios  provenientes de uma imigração sobre representada nos factos diversos. Hoje estes “jovens” inassimiláveis por sua culpa ou fruto de um malogro das políticas de integração passam em grande parte do tráfico de droga para o terrorismo. São os jovens que hoje em Paris matam outros jovens porque bebem álcool nas esplanadas dos cafés ou vão namoriscar em concertos de rock. E nisso, estamos em França!

Por conseguinte efectivamente tomou-se um muito mau caminho algures e os resistentes de Saint Germain des Prés sentados nos seus bons sofás podem continuar a vencer sem risco de  Hitler entre duas compras de produtos Vuitton, porque o que ameaça a inteligência e a liberdade não tem bigodes mas sim barbas. É necessário mudar de programa informático mas disso os nossos líderes são incapazes.

Temos de fechar as mesquitas radicais, alterar as condições para a aquisição e perda da nacionalidade. Nós devemos renunciar a valores supostamente democráticos, mas na verdade esquerdistas de uma república incapaz de defender os seus filhos.

É necessário lutar contra estes falsos republicanos que não gostam da França.

O direito do solo imposto pelas guerras europeias teria de acabar com a descolonização. Porque é que tanta gente que já não quer  ser francesa  ou ligada à França, vieram para aqui viver e aqui ter filhos de modo que possam adquirir uma nacionalidade que recusam nos seus combates dos quais se dizem sentir orgulhosos. De qualquer modo, o direito do solo tornou-se um direito ao povoamento depois do criminoso agrupamento familiar dos Chirac e outros Giscard.

Lucidez dizem eles, mas proíbem as imagens da carnificina do Bataclan com razão,  depois de se terem servido até à náusea do pequeno migrante que morreu NUMA PRAIA DA Turquia. . Continuam a escolher entre os testemunhos das famílias de vítimas para servirem a sua ideologia.

Certamente que é necessário parar o fluxo de refugiados, infiltrados por membros de Daech… esta infiltração é inevitável. Onde está o famoso princípio de precaução?

François Hollande escapou talvez ao pior no Estádio de França assim como o público, porque sobre o que se passou, não se conhece a verdade. Será necessário na verdade dizer-nos se os terroristas forem vítimas de um erro mortal de um dos seus e o que queriam fazer.

Eles odeiam-nos a todos nós, não somente os judeus, os jornalistas blasfemadores e escatológicos, os polícias.

Quando por conseguinte a classe politico mediático enfrentar a realidade para dizer a verdade… nunca poderá ser, demasiado tarde, certamente.

Raoul Fougax, Revista Metamag, CE VENDREDI 13 N’EST PAS UN HASARD – Il est bien tard pour une lucidité politico-médiatique. Texto disponível em: ´

http://www.metamag.fr/metamag-3357-CE-VENDREDI-13-N%E2%80%99EST-PAS-UN-HASARD.html

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