EDITORIAL – ACORDO EM PARIS: FOGO DE ARTIFÍCIO OU PARA VALER?

Foi aprovado ontem em Paris um acordo que pretende conter o aquecimentologo editorial global que vem ocorrendo no mundo inteiro. Vários pontos ficam em aberto. Foi assinado por representantes de 195 países e pretende ir na via de tentar conter a subida da temperatura do planeta a 1,5ºC. Já sabemos de anteriores promessas… se estas forem cumpridas, o futuro será o abandono dos combustíveis fósseis. Resumindo, a mensagem é de que este é o final da era dos combustíveis fósseis.

Desta feita, as metas não são impostas aos países, cada um decide como fazer, numa obrigatoriedade que antes não existia, e geral, ou seja, sem divisão de países desenvolvidos e não desenvolvidos, que, para isso, serão ajudados. E pretende-se uma “vigilância” com  a criação de uma mecanismo de monitorização.

Mas… o que se pode ver é que o texto do acordo foi cuidadosamente elaborado para evitar algumas vinculações legais directamente dirigidas a alguns países. Por exemplo, evitar que obrigassem à sua aprovação por dois terços do Senado norte-americano, uma maioria impossível de se conseguir. O documento só passa a ter força legal quando for ratificado ou aceite por pelo menos 55 nações, representando no mínimo 55% das emissões globais de gases com efeito de estufa.

Organizações ambientais, como a Greenpeace, consideram que com o Acordo de Paris de luta contra a mudança climática “o povo triunfou”. Kumi Naidoo  acrescentou:”A humanidade juntou-se em uma causa comum. O que acontecerá após esta conferência, no entanto, é o que realmente importa. O Acordo de Paris é apenas um passo em uma estrada longa. E há partes dela que me frustram e decepcionam, mas é um progresso. A World Wild Fund (WWF) é cautelosa na falta de garantias e lembra que  “Não há garantia de assistência para aqueles que sofrem com as mudanças climáticas, especialmente as populações mais pobres “

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