A COLUNA DE OCTOPUS – O CLIMA E O MEDO

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O clima e o medo

 

As alterações climáticas têm sido apontadas como um dos maiores riscos para o futuro da humanidade.

Algo para que é preciso alertar as populações de forma a que alterem os seus comportamentos, sob pena do planeta Terra ser destruído.

Não tendo habilitações para discutir o fenómeno detenho apenas o conhecimento dos vários acontecimentos históricos, acessíveis a quem os queira conhecer, e que nos contam que o clima, ao contrário de permanente, tem mudado ao longo dos séculos.

Só no último milénio, quer o arrefecimento, quer o aquecimento global da Terra, coincidiram com a Peste Negra, a expansão portuguesa, o Renascimento e outros fenómenos. Isto, apenas na Europa, onde períodos de seca foram seguidos doutros chuvosos.

Também não vou questionar a intervenção do homem. Desconheço, como a maioria de nós o desconhece e, sejamos sinceros, as últimas polémicas sobre a actuação de certos investigadores nesta matéria, torna a sua imparcialidade duvidosa.

Cinjo-me apenas aos fins visados com a forma como a questão tem sido colocada: o que pretendem os governos quando alertam para o fim do mundo, como fizeram em Paris?

Antes de mais, incutir o receio perante o desconhecido; o medo do futuro.

Porque será esse  temor, essa apreensão, que lhes colocará mais poder na mãos.

No passado, as massas queimavam pessoas acusadas de bruxaria. Agora, pretende-se que deleguem nos governos a decisão do tempo que as torneiras podem estar ligadas. Porque o medo, o medo suporta tudo.

Texto publicado no Jornal i pelo advogado André Amarantes Amaral
http://ionline.pt/artigo/490205/o-clima-e-o-medo?seccao=Opiniao_i#close

1 Comment

  1. De clima nada sei, para além das notícias que diariamente saem nos media. Mas não me sinto confortável com predicações catastrofistas. No seu interessantíssimo “O Domínio do Ocidente” (ed. Bertrand), o historiador e arqueólogo Ian Morris, (embora o núcleo do livro não seja o clima) aborda como ao longo de milénios a terra tem sofrido alterações climáticas, desde logo por via de alterações que ocorrem na órbita da terra, e da inclinação do seu eixo, em volta do sol. O que não invalida que o homem não deva estar atento às consequências nefastas da sua acção sobre a natureza e agir para as corrigir.

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