REFLEXÕES EM TORNO DO MASSACRE DE PARIS, EM TORNO DO CINISMO DA POLÍTICA OCIDENTAL – DE PARIS, MAIS QUESTÕES COMPLICADAS – por PAUL CRAIG ROBERTS

Bataclan - Paris
Bataclan – Paris

Selecção e tradução por Júlio Marques Mota

Paul Craig Roberts
Paul Craig Roberts

De Paris, mais questões complicadas

Paul Craig Roberts, More Paris Puzzles

PaulCraigRoberts.org, 17 de Novembro de 2015

Algumas pessoas que não estão inclinadas a acreditar na história oficial do ataque a  Paris estão preocupados com a questão de porque é que  homens-bomba muçulmanos se terão feito explodir sob a bandeira de  um falso ataque. A resposta a esta questão é muito simples. Devemos porém e em primeiro lugar  saber se os  bombistas suicidas se fizeram  eles mesmo explodir. Isto é algo que nós sabemos desta história  ou é a parte de história  que nos é contada? Por exemplo, fomos informados que durante os atentados de 11 de Setembro os passageiros sequestrados nos  aviões usaram os  seus telemóveis para telefonar  aos seus familiares mas  especialistas testemunharam  que a  tecnologia da época não permitia que se fizessem  chamadas de telemóvel a partir de aviões a essas   altitudes.

Para ter a resposta quanto à  questão de sabermos se temos ou  não temos provas reais de que os  bombistas suicidas se fizeram explodir a eles próprios  vou assumir que eles assim fizeram.

Assim, consideremos que os bombistas se fizeram explodir.

Mude de questão e considere agora  a pergunta que incomoda alguns dos têm duvidas sobre a versão oficial:  porque razão é que  os bombistas suicidas  se fizeram explodir  em nome de um falso ataque ?

Como eu disse acima, a resposta é simples: Porque assumir  que os bombistas suicidas  sabiam quem organizava o ataque? Parece haver  provas abundantes  que ISIS é uma criação dos Estados Unidos, mais, que continuam ainda dependentes  dos Estados Unidos quer activa quer  passivamente em termos de apoios  – e daí o conflito entre Putin e Washington sobre o ataque de ISIS. ISIS  parece ser o que Washington utilizou para  derrotar  o governo na   Líbia e foi mais tarde enviado por Washington à Síria para derrubar  Assad. Obviamente, Washington tem pessoal infiltrado no ISIS.  Washington tem mostrado desde  há  muito tempo a sua  capacidade   em   usar extremistas islâmicos. Tal como Washington os usou no Afeganistão contra os soviéticos e na  Líbia e na  Síria contra os governos independentes, Washington usou-os em Paris. Por minha última contagem, o FBI já enganou e com sucesso a opinião pública em 150 ocasiões quanto  à sua a participação na orquestração de ataques terroristas.

Passemos agora a analisar  algumas questões bem  maiores. Porque é que os terroristas atacam pessoas inocentes que nem têm nenhuma consciência das acções ou do controlo dos seus respectivos  governos  sobre eles? As vítimas do 11 de Setembro não foram os neoconservadores,  nem os membros do establishment de Washington, cujas políticas no Oriente Médio poderiam justificar os ataques sobre esses mesmos dirigentes. Idem para o rebentamento de explosivos   aquando  da  Maratona de Boston, e idem para os ataques de Paris. Foram os inocentes a serem as vítimas, não aqueles que ceifam a vida dos muçulmanos.

Historicamente, os ataques terroristas não são sobre inocentes mas sim sobre os governantes e sobre aqueles que os  terroristas considerem como  culpados. Por exemplo, foi assim  com  o arquiduque da Áustria / Hungria que foi assassinado pelo terrorista sérvio, não foi  sobre pessoas  inocentes que se atiraram bombas   ou abateram a tiro nas esplanadas dos cafés.

É curioso  que os ataques  terroristas  atribuídos aos muçulmanos incidam somente sobre as  pessoas comuns, e não sobre as elites políticas que oprimem os muçulmanos. Nos últimos anos e  em várias ocasiões escrevi nas minhas colunas sobre a vulnerabilidade total dos neoconservadores para serem assassinados. Não   houve ainda   nem um simples ataque  feito pelos  terroristas  à vida dos  neoconservadores, contudo estes são a fonte da violência que Washington tem desencadeado por todo esse   em  mundo muçulmano. Os neocons caminham  livres como pássaros sem nenhuma ameaça. Errado?

Como acreditar   que os terroristas muçulmanos façam incidir o seu enorme ódio sobre inocentes quando o próprio presidente da França, que enviou forças militares para matar muçulmanos,  estava sentando no estádio atacado e poderia facilmente ter sido eliminado por um bombista-suicida?

Deixem-nos agora  mudar para questões  da identificação dos alegados  “ terroristas de Paris.” Será realístico  supor que milhões de refugiados das guerras promovidas por Washington e pelos seus vassalos  europeus no Médio Oriente tenham  passaportes? Estavam estes  milhões de refugiados à espera de serem  conduzidos pelas bombas da civilização branca para fora de seus países e estavam   assim já preparados  com passaportes para poderem  fugir?

Escreveram eles nas suas declarações para adquirir o seu passaporte  que estavam a querer ir  visitar a  Europa?

Estava  um  país sitiado, o seu país,  sob um  assalto militar completo, em condições de processar todos estes milhões de passaportes?

Que tipo de broncos de meios de comunicação social   alinham  com a história dos passaportes — os media serão pagos por Washington para sustentarem a sua hegemonia e os seus crimes ?

Uma questão  final para os cépticos. Onde estão as  fotografias dos terroristas durante os seus actos de terror? Envolvendo as cenas de violência  estavam lá não apenas as  muitas câmaras de segurança  mas igualmente centenas, mesmo milhares, de pessoas   com telefones celulares que têm câmaras. Com  todas estas fotos, como é possível que as autoridades não saibam se alguns terroristas escaparam, e em caso afirmativo, quem são e o que têm feito? Porque é que as autoridades estão a confiar nos passaportes falsificados como tendo as  fotos dos terroristas?

O terrorismo desencadeou-se no mundo ocidental e este é o terrorismo dos governos ocidentais contra os povos do Ocidente.

Ver o original em:

http://www.paulcraigroberts.org/2015/11/17/more-paris-puzzles-paul-craig-roberts/

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