EDITORIAL – ACREDITAR EM QUÊ?

Termina o ano e gostaríamos de acreditar que a aliança à esquerda nos trarálogo editorial algo de novo. Que o governo irá mais longe nas medidas aprovadas do que na reposição de rendimentos e na revogação de diplomas do anterior executivo PSD/CDS-PP (reposição dos cortes salariais no sector público, contribuição extraordinária de solidariedade, salário mínimo nacional, sobretaxa de IRS, redução do valor das taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde…). Que se olhará para os bancos de forma diferente, ousando contrariar a burocracia europeia não eleita,  pondo o interesse nacional à frente e aplicando-lhes as mesmas medidas que à população em geral, quando sofre cortes em salários, pensões e reformas. Que, nos mostrarão que se tomarão medidas para provar que “A austeridade não gera crescimento nem a desvalorização interna gera prosperidade, antes debilitam a economia e a sociedade, esvaziando-as através da emigração e do aumento da componente importada do investimento, do consumo, das exportações.” (Mário Centeno).

Que se tomarão medidas para que não acontecem mais casos como a morte no Hospital de s. José (Observatório Português dos Sistemas de Saúde, no relatório de Primavera de 2015: “em termos de recursos humanos em saúde persiste um rácio de médicos por habitante adequado, mas inadequadamente distribuído pelo território com clara vantagem para as regiões urbanas”).

Que, na educação,  irá mais longe do que o fim dos exames do 4º ano e da prova de avaliação docente.

Que, em termos sociais, se irá mais longe do que a intervenção quanto à Interrupção Voluntária da Gravidez e à aprovação da adopção por casais do mesmo sexo.

Termina o ano e gostaríamos de acreditar e de lutar contra o medo de ficar sem nada em que acreditar.

 

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