Sabe-se hoje quem renderá o Dr. Cavaco no Palácio de Belém. Não sou adivinho e, por isso, não sei quem é o próximo inquilino do palácio presidencial. Mas, em verdade, vos digo: não será por mim que o Cavaco colorido e sorriso Pepsodent ocupará a cadeira do Cavaco cinzento e carrancudo.
Apesar de desconhecer quem será o substituto, entendo que hoje é dia de celebrar. De celebrar o fim do “Cavaquismo” e do seu personagem principal, que tanto mal fez aos que vivem do seu trabalho. Como primeiro-ministro e como presidente da República.
Uma coisa é certa: Cavaco e o cavaquismo já há muito que agoniavam. Sobretudo, depois de muitas das suas mais santificadas criaturas terem caído do altar e de se ficar a saber que as suas vidinhas estavam recheadas de pecados sem perdão.
Primeiro-ministro por vontade de alguns e pouco saber de outros, Cavaco chegou a presidente da República. Apesar de vários alertas e avisos sobre os perigos que corria o País de Abril.
Fizeram ouvidos de mercador e durante 10 anos ele foi o mais alto magistrado de uma nação recheada de novos-ricos que dele fizeram o seu santo protector.
Cavaco agradeceu-lhes: recheando-lhe os bolsos e aprovando leis que penalizam quem trabalha; transferindo empresas públicas lucrativas para a carteira de amigos e apoiantes; contribuindo para a degradação do Serviço Nacional de Saúde e o crescimento do negócio dos hospitais privados. Entre outras e muitas maldades.
Mas, atenção, se Cavaco fez o que fez é porque “uma geração que consente deixar-se representar por um professor Aníbal Cavaco Silva é uma geração que nunca o foi. É um coio d’indigentes, d’indignos e cegos! É uma resma de charlatães alaranjados e vendidos, e só pode votar e parir abaixo de zero! Abaixo a geração laranja! Pôrra pró Cavaco, pôrra! Pim!”*

