6. Alemanha: as violações da noite de S. Silvestre e o silêncio de Merkel e das feministas

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Selecção e tradução de Júlio Marques Mota

 

O silêncio na Alemanha – que aconteceu em Colónia?

6.Alemanha : as violações da noite de S. Silvestre e o silêncio de Merkel e das feministas

Revista Metamag

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Alemanha : as violações da noite de S. Silvestre e o silêncio de Merkel e das feministas 15 janvier 2016 2 commentaires

É necessário perdoar tudo aos migrantes e outros imigrantes em nome do anti-racismo? É necessário ocultar violações para não provocar amálgamas e desculpabilizar crimes porque estes incomodam a ideologia dos defensores dos imigrantes?

Aparentemente, no país de Merkel a resposta é sim. Em primeiro lugar tentou-se ocultar, depois tentou-se minimizar as violações em bandos étnicos na passagem de Ano Novo na estação de Colónia. E seguidamente a verdade estoirou… esta permanece contudo relativizada. Não se está longe de ter em conta a miséria sexual de certos migrantes… Porque não denunciar a provocação destas louras vindas para onde não tinham que vir . A imprensa finalmente mostrou-se indignada e lamentou contudo que isso complique a tarefa de Merekel para fazer aceitar pelos Alemães esta onda de refugiados. Mas a emoção não pode mais ser contida da mesma forma que a indignação e as acusações contra um governo irresponsável e culpado.
Depois deste “incidente”, “será que a Alemanha está suficientemente aberta ao mundo e multicolor, senhora Merkel ?” questionou Frauke Petry, o responsável do partido populista Alternativa para a Alemanha, que progride desde há meses nas sondagens. A indignação multiplica-se sobre Internet e nos movimentos populistas, acusando-se os grandes meios de comunicação social de intencionalmente terem estado durante vários dias em silêncio sobre os acontecimentos de Colónia para não alimentar o discurso anti migrantes. A própria polícia local começou a dar elementos apenas na segunda-feira, três dias depois da passagem de ano e só revelou toda a amplitude do acontecido na terça-feira. Ela argumenta que as queixas das mulheres vítimas apenas têm chegado gradualmente, explicando que houve apalpões e roubos por homens que agem em gangs . Depois, os testemunhos explicaram os acontecimentos da noite com uma luz muito crua. Actos similares, mas de muito menor amplitude, também foram assinalados em Hamburgo (norte) e Stuttgart (sudoeste) aquando da consoada

Mas será que se ouvem os movimentos feministas ?
O antiracismo vitrifica os cadelas de guarda e outras incendiárias comuns. “ Não toques na mulher branca”, quem ousaria ainda utilizar esta fórmula dos filmes de cow-boys ? Não é o seu truque. Mas a indignação sobre as violações feitas às mulheres não deveriam ser vistas como uma questão de origem de raça ou de religião.

Politicamente, contudo, isto coloca a chanceler ainda em mais dificuldade. Na defensiva, Angela Merkel deve agora enfrentar na Baviera a cólera do ramo local da sua família política, o CSU, que a convidou desde há já muito tempo para o seu Meeting de reentrada para lhe dizerem a que ponto consideram que a posição actual do governo, sobre o processo dos refugiados, é perigosa para o país. “Mantenho a minha exigência de uma mudança em todos os aspectos da política sobre os refugiados”, sublinhou à sua chegada o presidente do CSU, Horst Seehofer. “Se os requerentes de asilo ou refugiados se entregam à tais agressões”, como à Colónia, “isso deve conduzir no fim imediato da sua estada na Alemanha”, tinha antes afirmado um dos seus assistentes, Andreas Scheuer.
Decididamente a degradação está na ordem do dia… Alguns não merecem nem a nacionalidade, nem a generosidade.
A compaixão é para as violadas não para os violadores, para as vítimas não para os agressores. E se isso incomoda Angela Merkel, que tire então as consequências da sua política irresponsável… Raus! O termo arrisca, por sua culpa, tornar-se uma moda na Alemanha… porque é demasiado, para certos Alemães cada vez mais numerosos, é demasiado!

 

Revista Metamag Allemagne : les viols de la Saint-sylvestre et le silence d’Angéla et des féministes. Texto disponível em :
http://metamag.fr/2016/01/15/allemagne-les-viols-de-la-saint-sylvestre-et-le-silence-dangela-et-des-feministes/

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