A COLUNA DE OCTOPUS – NUDEZ: O OCIDENTE AJOELHA-SE PERANTE OS MUÇULMANOS

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 nudez

Durante a visita do presidente iraniano Hassan Rohani ao museu do Capitólio, as estátuas milenárias desnudas foram encaixotadas porque iriam ferir a susceptibilidade deste representante muçulmano, o vinho também foi banido do protocolo.

Após ter sido recebido pelo Papa, Rohani teve o cuidado de referir que a liberdade de expressão não deveria permitir de insultar as pessoas de outras crenças. Verdade, nada menos verdade, cada país com a sua cultura não deveria ser sujeito a uma imposição de uma cultura diferente. Mas episódios destes revelam que o ocidente está disposto a sujeitar-se perante os dictames muçulmanos.

Um país tem direito à sua própria cultura e os visitantes têm de se adaptar ao país visitado. Quando uma ocidental visita um país muçulmano, se o quiser visitar, sabe que não pode usar uma mini-saia para não ofender os costumes locais. Na mesma ordem de ideias, um muçulmano que queira visitar um país ocidental sabe que existem mulheres de mini-sai, se não o suportam que não venham visita-lo.

A nudez e sua vergonha, quando muitos povos primitivos vivem nus, data do mito de que Adão e Eva viviam nus mas não tinham consciência da sua nudez. Foi apenas quando comeram o “fruto proibido” que tomaram consciência da sua nudez. A partir daí a nudez tornou-se vergonhosa.

O judaísmo, depois o cristianismo e finalmente o islamismo fizeram da nudez um crime. O vestuário levou a que servisse de diferenciação social. O “bom selvagem” nu era símbolo de inferioridade social.

Nos finais do século XX alguns movimentos naturistas, na Europa, e em particular na Alemanha e França, promoveram o nudismo como forma social de abolir diferenças e  uma aproximação à natureza.

A representação artística da nudez faz parte da cultura ocidental. Não é tolerável que uma religião recente venha impor padrão dos seus países quando visitam outros países.

Os bem-pensantes ocidentais não conseguem explicar por que, em nome da diversidade cultural ou religiosa, os país muçulmanos não aceitam a construção de uma igreja num país muçulmano enquanto nós aceitamos a construção de mesquitas nos nossos. Também não explicam por que é nós aceitamos mulheres de burca nos nossos países quando não aceitam mulheres de mini-saia nos deles.

Progressivamente os valores e a identidade europeia ocidental estão a desaparecer, ora possuídos pela febre consumista americana, ora por uma religião intolerável ortodoxa muçulmana.

3 Comments

  1. Parabéns pelo artigo de que gostei imenso! Não só estou de acordo com todas as ideias e propósitos contidos como apreciei o modo como foram explanados. E sim, chega de subserviência!!! Já não se aguenta tanta falta de identidade, tanta falta de amor próprio e de respeito pela nossa cultura ocidental que teve a sua génese na antiga Grécia (passando por Roma e Cartago) e de onde herdámos o gosto pela educação, pelo culto do belo onde se incluem os nus tão bem conseguidos (nomeadamente as esculturas helénicas – mas não só) e ainda a filosofia, o culto do físico e os Jogos Olímpicos, finalmente, a DEMOCRACIA!!!
    Dá enjoo, vómito!
    Vergonha!!!

  2. A nudez não é um “costume Ocidental, e a mini-saia também não. Já não existem ‘costumes europeus’ porque a pluralidade de fontes de autoridade é tal que não o permite. Cada região, sub-grupo, ideologia ou pessoa decidem e está decidido. O que aumenta a variabilidade, o absoluto contrário dos Mitos Filosófico-Ideológicos do Internacionalismo e da Globalização. Há maior proximidade entre um Convento de Freiras e o Islão do que se supõe. O culto da Virgindade Feminina e a restrição a um só homem, por mais boçal que seja, também são ‘Ocidentais’. E a Lei Rural e sub-urbana que manda os homens baterem, violarem e matarem companheiras está muito mais perto do Islão do que dos ideais libertários e de paritariedade. Dá para perceber as ambiguidades da Diplomacia Italiana no País da Pedofilia Sacramental e da Castidade Falsa; a Igreja está viva, regenera-se e condiciona a ficção “laica e Socialista”, a Tríade Ideológica que fala de Liberdade e de Igualdade (mas não de nudez).
    Acontece que a questão não é a nudez mas o controlo da liberdade sexual das Mulheres que põe em perigo a Família dos Homens. A nudez de uma estátua feminina grita o escândalo da Liberdade de uma Mulher que não pede licença ao Pai, aos Irmãos e aos homens, em geral, para não amar, para amar ou deixar de amar e recomeçar uma nova vida.

  3. Dissertação (não tão breve…) sobre artigo e respostas.
    O título está desfasado da realidade. Deveria ser (em minha opinião, claro) “NUDEZ: A BOÇALIDADE OCIDENTAL CONFRATERNIZA COM A BOÇALIDADE MUÇULMANA”.
    Os “costumes regionais” continuam a existir: umas vezes, felizmente; outras, lamentavelmente. Mesmo quando alguns são transpostos, pela chamada “globalização”, de um sítio para outro, no “outro” mantêm-se à superfície de poses e ademanes (não raro, por longo tempo) até serem absorvidos, porque “digeridos” localmente. Digerir implica, exactamente, transformar, reter uma parte e evacuar os resto. É este o percurso. Se olharmos com mais acurada atenção, aquilo que nos parece igual mostra-nos onde estão as diferenças. As culturas, mesmo nos seus aspectos mais superficiais (sempre, não apenas nos dias de hoje, os que mais facilmente se contaminam), misturam-se, mas jamais uma se transforma noutra, ou evolui como um seu decalque.
    Percebo a argumentação indignada de JGPB. Mas considero (eu) que essa – justamente – violenta indignação o impede de partir do mero enunciado de uma multiplicidade de factores que influencia as sociedades, os homens, seus hábitos e culturas, para uma análise com o imprescindível rigor científico. A Ciência sabe que não é possível isolar completamente nenhum elemento de um todo, mas que também não é possível estudar tudo em simultâneo, pelo que, isolando um objecto de estudo para aprofundar o seu conhecimento, será forçoso reintegrá-lo num conjunto parcelar, examinando a influência deste no objecto individual, continuando a reposicioná-lo, sucessivamente, até se alcançar o “quase tudo” possível, em cada ramo científico. Jamais de uma totalidade inalcançável, porque esta terá sempre uma dimensão que excede as capacidades de investigação humanas.
    Refocando o tema, de facto, “a nudez não é um costume ocidental”, até porque o clima, no chamado “ocidente”, todo situado a norte dos trópicos, não ajuda à sua disseminação (exceptuam-se, reconheça-se, “naturistas” e algumas adjacências)… Será, antes, “costume” entre povos que habitam a faixa entre os Trópicos, onde o clima incentiva a nudez, com mais ou menos ornamentos simbólicos (do religioso ao erótico), rituais e diferentes costumes, que se somam para estabelecer as diferenças que conhecemos entre os que habitam longitudes diversas. Costume que, é certo, a preponderante insuficiência intelectual ocidental se esforça por destruir, em nome de uma “civilização” que não é a que alguns afeiçoaram, com inteligência, cultura e criatividade, mas a interpretação básica que a boçalidade generalizada dos seus “emissários” dela faz.
    Tomo este exemplo para exemplificar o que argumentei e, não, não estou a “gozar”: estou a expressar, de modo que procuro tornar generalizadamente compreensível, que a indignação é útil para os que têm consciência e coragem bastantes para não se aconchegarem na obediência cega a “decisões” provadamente boçais; mas não é suficiente para encontrar as causas de comportamentos e ideologias que ajudem a progressão no mesmo caminho e sentido civilizacionais atingidos e preservar o já conseguido.
    Posto isto, é certo ter sido no “ocidente” que, a partir de um feixe bem complexo de contributos e reflexões, se chegou a alguns princípios e usos estruturantes de um estado civilizacional mais aperfeiçoado, onde um conjunto fundamental de Direitos Humanos foi solidamente estabelecido, alicerçando-se nos dois sustentáculos da Liberdade e da Solidariedade. Aqui se chegou, através dos tempos, reunindo o que foi ficando de momentos da história do pensamento em que os maiores avanços moraram, muitas vezes, onde menos se esperaria: só entre cristãos e muçulmanos, de variadas “dissensões”, houve conhecidas alternâncias, sendo geralmente reconhecido que, num longo período da Idade Média, p.e., a Cultura Clássica Grega e Romana foi preservada e desenvolvida, precisamente, pelos árabes “contra” os cristãos (como “igreja”, pois muito foi passando por caminhos individuais ou de grupo, que deixaram fértil rasto). E, depois, claro, irrompe a predominância intelectual dos que pensaram o Homem e a Sociedade à margem das religiões, fossem eles crentes ou incréus.
    Há pois, um núcleo civilizacional que, por razões históricas, foi sendo estabelecido predominantemente no “ocidente”, enquanto ao religião islâmica, ferida por cisões ainda mais fundas que as cristãs, se atrasou e se auto-isolou (simplificadamente…)
    Isto não significa que este núcleo civilizacional esteja adquirido definitivamente e seja um bastião seguro. Pelo contrário, aquilo a que se vem assistindo pelo Mundo fora mostra a sua fragilidade. E muitos dos mais destacados pensadores da actualidade, mesmo de diferentes formações ideológicas, vêm insistentemente alertando para os perigos que persistem e o ameaçam.
    Neste particular, aliás, não considero menos perigosos os fundamentalismos cristãos (?) dos “evangélicos” da América Latina, dos desvairados “tea parties” e aleijões similares dos EUA ou dos ortodoxos do leste europeu, que os surgidos, de variadas estirpes, entre algumas (não todas!) correntes islâmicas. A que se acrescentam as mais díspares perversões de índole religiosa, que se expressam, quer nas violações “habituais” na Índia, quer nas perseguições na China, quer na pancadaria que periodicamente emerge nos mais variados lugares, pelas mais inacreditáveis e imbecis “razões”.
    Mas é aqui que encontramos a causa (para mim) principal – que se acrescenta aos interesses financeiros e negociais bem conhecidos e, objectivamente, aparvalhados – de episódios ridículos, como os encenados em Itália, ao que parece já declarados filhos bastardos, de pais e mães incógnitos…
    Trata-se da ignorância, da incultura e, resuma-se, da gigantesca boçalidade da generalidade dos “responsáveis” políticos ocidentais, sobretudo na UE e suas estranhas e anti-democráticas instituições, promovidos (e servidos como refeição eleitoral aos povos, adequadamente mantidos na ignorância de uma realidade escondida pela generalidade dos governos, mas também dos “media”), para servir exclusivamente, interesses de grandes grupos financeiros e económicos, cujas verdadeiras identidades se escondem atrás dos anónimos “mercados”. Basta lembrar a imensa chusma de emissários do famigerado e tentacular banco Goldmann Sachs que ocupa os mais importantes lugares de decisão económico-política, nacionais e internacionais, doença epidémica, já aqui denunciada por Octopus.

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