A IDEIA-Textos e escolhas de António Cândido Franco – MANUEL GRANGEIO CRESPO ou UM RUÍDO QUOTIDIANO – por Manuel Bolinhas

ideia1

(memória devolvida à juventude)

Ŕ Tu não estás à vontade… Ŕ … Ŕ Não estás, não… Ŕ … estou… estou… eu… Ŕ Homem, fica à vontade…! Dá um peido…!

Faltavam alguns dias para o 25 de Abril. Algo emanava daquele homem de voz um pouco entaramelada e cava, como se um prisioneiro fizesse ribombar a voz a partir de uma caverna em que se encontrasse enclausurado, com ela acorrentando, pela serenidade e pelo humor, os carcereiros que julgassem possível detê-lo. Algo que parecia fazer levitar da cama, aos pés da qual eu ficara, um corpo pesado e quase inerte, à excepção dos braços que se agitavam em movimentos imprecisos, levando o copo e o cigarro a errarem com frequência a boca; e da cabeça, que rodava para que os seus olhos nos sondassem em busca dos melhores segredos, daqueles de que alguém se possa envaidecer. Algo que nos envolvia ainda antes de entrarmos no quarto onde morreria de súbito, quase exactamente nove anos depois, em 23 de Março de 1983, vítima da progressão inexorável da doença de Frederico, que se lhe despoletara aos 18.

E terá sido isso o principal. Foi isso o principal. Porque, tal como as palavras se orientam no silêncio, é nesse algo tão indefinível quanto concreto que se encontram as vias pelas quais os seres se visitam e conversam na margem do rio do Tempo sobre tudo o que por ele lhes chegou e estará por vir. Por isso, esses encontros não tiveram nem têm nem terão princípio nem fim, e falar do primeiro encontro é apenas falar do sonho permeando o repouso a que as leva o murmúrio da torrente. O sonho em que se chamam Mundo ou Humanidade.

Aquele começou em Março de 1974. Eu, o puto, tinha visto uma reportagem no Diário de Lisboa do mês anterior sobre um filme, Comunidade, que Manuel Grangeio Crespo tentava realizar com o orçamento conseguido através da contribuição voluntária dos futuros espectadores e para o qual pedia actores Ŕ Ŗa cultura tem que ser financiada por aqueles a quem interessaŗ. A reportagem incluía uma fotografia do homem, em cadeira de rodas, e um número de telefone. Eu, que nessa altura, andava de muletas, liguei para saber se o filme teria alguma coisa de autobiográfico e se, nesse caso, estaria interessado em que eu fosse a uma entrevista Ŕ que não senhor, que não tinha nada de autobiográfico, mas que me agradecia e guardaria o meu contacto. Contei o que se passara a uma amiga, que ficou curiosa, que foi ao casting e que ficou Ŕ por muito tempo, depois. E que o fez convidar-me a ir lá a casa porque achou que ele gostaria de me conhecer.

Banal, banal, sem qualquer interesse. Mas era preciso, para começar. É que o Manel (já posso tratá-lo assim, a partir deste momento), ao fim de ter vivido durante sete anos em Nova Iorque, ido de uns quantos outros em Paris (onde a Gallimard lhe editara O Gigante Verde), e participado em reuniões da malta yippie e do underground norte-americano (gente como Joan Baez incluída) com o intuito de criar um estado governado por culturas anti-establishment, vem de férias a Portugal, em 1967, e diz para consigo: Ora aqui está um país mesmo a calhar para fazer a revolução. E fica.

Que revolução? Bem, ŖRevolução cultural é um pleonasmo. Não há outra.ŗ, escreveria em 1978, na Carta aos trabalhadores, ensaio sobre a relação existente entre política, economia e cultura e a que deveria substituí-la com urgência Ŕ um dos opúsculos que se seguiram ao Apelo ao povo, livro que antecedeu as eleições presidenciais de 1976, publicado e distribuído gratuitamente, tal como as restantes reflexões que fez sobre a situação política, económica e social da época. Bem que o estômago lhe dizia que era urgente comer, mas a cabeça fê-lo aplicar a mesada que a mãe lhe dava em publicá-lo. Valiam-lhe os amigos, que o visitavam e lhe levavam comida.

Tão pobre que comia de amigos?! Ele, que era de família abastada? A mãe, proprietária do Hotel Internacional, encostado ao Rossio, onde se encontrava muitas vezes com o amigo Vitorino de Almeida, quando este chegava de Viena? De facto, mas ele não quer de seu nada mais do que objectos pessoais Ŕ Prometi à Elsa que seríamos pobres toda a vida. É verdade, confirma ela, a rir, a jura que me fez, quando nos casámos, foi que sempre haveria de ser pobre. Viverá até ao final do que lhe querem dar: quando a mãe morrer, pouco tempo antes dele, porá tudo o que herdou em nome de outrem. Até mesmo à mesa, apenas come a quantidade que lhe é oferecida. (…) O que puderes dispensar / Vale mais deitá-lo fora / Não vás tu atravancar / O amanhã com o agora (…).

Apelo ao povo foi do mesmo modo enviado aos diversos protagonistas políticos da época. Ramalho Eanes viria a citar, de forma indirecta, uma frase que resumia um dos conceitos-chave daquele texto, 88

fundamento justificado da utopia que a carne reclama Ŕ No princípio será a carne é, aliás, o título de um texto teatral que também editara e distribuíra da mesma maneira em 1969. É essa utopia que o move.

Não, uma mesada não teria bastado para editar o Apelo (divertindo-se a fazer crer que concorre à Presidência da República); poupara também pedindo para comer nas cantinas dos quartéis onde se cozinhara o 11 de Março e o 25 de Novembro, atento ao que ouve, intuindo, comentando, dialogando. Com todos, com toda a gente, sem nunca perder a fé em que a todos é possível compreender e querer, compreender-se e querer-se. À margem de todos os anquilosamentos e cerceamentos que desumanizam dominadores e dominados, carrascos e vítimas.

E assim continua… 1976, 1977, 1978… Editando e distribuindo pequenos opúsculos, como a Carta a Eanes, a Carta à Nação e essa Carta aos trabalhadores, que dedica à memória de António Sérgio. Cada uma delas apresenta um conjunto de medidas com raiz numa outra perspectiva do que a eles lhes cabe bem como às respectivas organizações sindicais, que papel lhes é atribuível na definição do tecido económico e cultural. É nessa altura que é levado pelos estudantes de Economia até uma das salas da Faculdade, entusiasmados pelas propostas. É nessa altura também que entrega pessoalmente outro desses opúsculos nas embaixadas dos países resultantes da descolonização africana, propondo a formação de um bloco político, militar e económico lusófono que ajude a equilibrar e ultrapassar o sufoco da Guerra Fria.

Mas não é apenas feita de textos de intervenção directa a carne que lhe anima o pensamento. Concebe e actua em happenings, em grupo ou sozinho. Um, à porta do Palácio Foz, apenas ele, rodeado de cavaletes com cartazes e desenhos sobre os lugares-comuns culturais que nos oprimem e destroem, levando quem passa a interrogá-lo. O diálogo estabelece-se com os que nunca ouviram falar dele (quase todos) e os poucos amigos ou simples conhecidos Ŕ Vives muito na tua cabeça, Manel…/ Que remédio…! Ŕ e ri Ŕ Não me deixam viver em mais lado nenhum…!. Outro, à porta do Estádio do Restelo, no 1º Congresso Nacional das Testemunhas de Jeová, pedindo esmola para pagar as contas da água e da electricidade e gravando tudo no que Ŕ diz Ŕ deverá ser um filme sobre a situação do artista em Portugal. Ou percorrendo com a Elsa (sempre com a Elsa, o seu segundo casamento), à noite as ruas de Lisboa, cujas paredes começaram a cobrir-se da frase ŖJesus, vem!ŗ em consequência da entrada de uma nova igreja protestante no país, para acrescentar o Ŗ-teŗ que lhe merece o enorme respeito que tem por Jesus, Ŗesse grande economistaŗ, como o trata num dos textos.

A intelectualidade portuguesa, porém, espaventa-se em fogos-fátuos de prêt-à-penser ideológico, enfeitada de lantejoulas ou comendo lentilhas à proa dos navios de guerra partidários. A reflexão marginal, a reflexão autêntica, aquela de onde o futuro sempre saiu, não lhe interessa, nunca lhe interessou. Ignora-a e, se feita por um seu concidadão, até à asfixia. A palavra Ŗpsiconautaŗ nada mais é para ela do que um termo bizarro, e o conceito que ele alberga algo decerto resultante de uma qualquer bizarrice risível. Quando alguém se diz Ŗpsiconautaŗ deverá, pois, ter-se para com ele a cortesia da atenção na dose suficiente para se lhe dar a entender que vá pregar para outra freguesia, quanto mais ouvir-lhe seja o que for. Manuel Grangeio Crespo? Grupo dos Psiconautas? Quem é esse gajo? Mais alguns da CIA para lançar a confusão… já cá temos que cheguem. Deita essa merda no lixo! Nem leias, essas coisas são feitas de propósito para confundir as ideias, para quebrar a luta do povo!

Uma qualquer ironia, cósmica ou outra, veio a tornar seu vizinho o Conselho da Revolução. Mas nem nunca foi convidado para lá ir nem nenhum Conselheiro alguma vez lhe entrou em casa (um achado, era raro encontrar-se uma com tão bons acessos para cadeira de rodas). De facto, aos poucos, quase todos os que, em tempos, tinham vindo pedir opinião e conselho ao anterior menino-prodígio regressado dos USA sobre os respectivos inícios poéticos ou teatrais ou cinematográficos ou que se voluntariavam para colaborarem e participarem nos seus projectos, muitos deles já em ascensão e destaque, haviam deixado de aparecer. Pela porta que se abria sempre para quem quer que viesse por bem, passavam agora, com maior frequência, apenas os hóspedes do quarto que ficava à entrada (alugá-lo foi também um recurso) e o Luiz Pacheco, ocupante assíduo do quarto reservado a amigos e visitantes (o Pacheco da fase alcoólica, com quem ele, que detestava o álcool, era o mais firme que podia quanto ao acesso à bebida). E eu e a minha namorada (depois, mulher), e os outros putos que eu ia trazendo a reboque,

Essa abertura e atenção ao indivíduo no que ele promete do Anjo e a recusa a tudo o que o reduza ou incline para a Besta é algo que, aliás, converge nas vidas vividas de Manuel Grangeio Crespo e de Agostinho da Silva Ŕ tal como este, poderia também aquele ter dito que Ŗmais importante do que educar é não deixar deseducarŗ. Eu já ouvira falar em Agostinho da Silva antes de os media lhe haverem dado audiência na segunda metade da década de 80, mas nunca o lera. Quando o ouvi e li, foi para mim parcialmente novidade a perspectiva, mas não a maior parte do que propunha. Pois se os escritos teóricos 89

de cada um deles se orientam para diferentes modos de enquadramento, articulação e englobamento dos mesmos problemas, acabam todavia por se unir num largo conjunto de considerações e propostas que, embora formuladas à medida das respectivas visões, os tornam uníssonos quanto às condições essenciais que permitam ultrapassá-los Ŕ mais genérico o Agostinho, mais concreto e localizado no espaço e no tempo o Manel. E, neste, com uma carga poética que, pela dimensão estética atingida, se constitui ainda mais desafiante, logo decisiva para o alimento do espírito.

Hoje recebi a carta de um editor a dizer-me que não… Pá… eu percebo que eles não quisessem editar os meus textos políticos… Mas a minha poesia…?! Ŕ é um Manel desalentado, ferido, debruçado sobre a secretária, os braços estendidos, quando entro na sala que dá para a grande varanda com uma vista lindíssima sobre o rio. E eu fico sem saber o que dizer. Porque, pelo que de inédito me foi dado a ler durante aqueles cinco anos, sei, verdadeiramente sei!, que o Manel é um dos maiores poetas da segunda metade do século. Não sei como lidar com a mágoa funda do meu amigo. De um amigo amigo de Xenakis, de Stockhausen,.. de um amigo a 11 anos de mim em profundas e intensas vivências pelo mundo. Não sei o que fazer ao desprezo com que cobrem Ŗum dos homens mais cultos deste paísŗ, como escreveu Jorge Listopad à data da sua morte. Não sei com que hei-de acudir ao homem acossado por uma doença que aos poucos lhe rouba o controlo do corpo, cujo coração um dia… Mas ele sabe.

Passa uma semana e Olha, vamos fazer uma editora. O melhor livro que o Luiz Pacheco escreveu foi um que perdeu quando vinha do norte. Arranjas um gravador e, como ele está por cá agora, entre os dois, contigo a ajudá-lo a lembrar-se fazendo perguntas e tal, tentam reconstituir o texto. Vais gravando e depois passa-se tudo à máquina. E esse será o primeiro livro. Mas tem que ser logo de manhã, antes de ele começar a beber. Eu falo-lhe nisso. E a seguir editamos o teu primeiro livro de poemas, fazemos uma escolha do que tens…. Só depois é que publicamos outro, que escrevi em 1965, quando estava nos Estados Unidos. Mas ainda tenho que o traduzir, porque o escrevi em inglês. O quarto poderia ser talvez daquele teu amigo que trouxeste cá a casa, o da ficção científica, o João Barreiros, ele não tem nada editado, pois não? A distribuição? Eh pá, criamos uma rede alternativa. Arranjamos uns putos nas escolas que queiram ganhar dinheiro a vender os livros aos colegas, têm uma comissão… E, passados mais uns tempos, Estive a pensar e acho que era giro um recital dramatizado com poemas de poetas portugueses do século XX, em que esteja implícito o desejo de uma nova ordem das coisas. Tu farias uma recolha de poemas dos mais representativos de cada corrente (e de outros, que julgues importantes, ou mesmo só do que consideres que são bons poemas), e depois seleccionamo-los, damos-lhes uma sequência e montamos a estrutura do espectáculo. O que é que achas? Fazes isso? Decorrido para aí um mês Estive a trabalhar entretanto no argumento para uma curta-metragem. Tem quatro actores: tu e mais três mulheres. É que tens que ser tu… por causa da tua forma de andar… Ah e ando com umas ideias para fazer um espectáculo em Alcoitão: um Aleluia erótico com deficientes…

O Luiz Pacheco desaparece ao fim de três ou quatro sessões, arrastado por uma nova onda de alcoolismo, deixando-nos menos de dez páginas de texto, pelo que avança o meu (com grande relutância minha, mas o Manel gosta muito de alguns dos poemas que lhe lera, em especial daquele de onde se extrai o título, e convence-me dizendo que servirão, tanto esses como os restantes, para que, mais tarde, se saiba quais foram os meus primeiros caminhos estéticos), e em seguida o seu Sermão do Penhasco, um texto poético fortíssimo de que procura, ao mesmo tempo mas sem sucesso, fazer uma peça radiofónica (os produtores abordados mostram-se reticentes por temerem a reacção da Igreja Católica Ŕ tal como já sucedeu, aliás, nos USA). A rede de distribuição, contudo, não chega a formar-se. Quanto ao recital, fica pronto um mês depois dos seis que passo na Biblioteca Nacional, mas nunca haverá verba para o pôr em cena (a das Edições Psiconáuticas foi também ela conseguida à custa dos estômagos Ŕ o de ambos, o da Elsa e o da minha mulher… Ŕ e os encenadores do chamado teatro independente debatem-se com problemas semelhantes). As filmagens arrastam-se à medida da disponibilidade das actrizes… Postumamente, cerca de dois meses após o seu desaparecimento, será posto à venda um outro opúsculo em que o teórico se mistura com o poético É para irritar os antropólogos… O que é que achas do que leste? escrito em 1979, a Fala do homem lésbico, editado pelo Luiz Pacheco.

Pelo meio de tudo isto, traduz Joanica Puff, de A. A. Milne, para a Terramar e a Plátano edita-lhe o conto para crianças Uma árvore cheia de vazio, no qual, refere, se fala do que se esconde Ŗaté às criancinhasŗ.

Mas o que nele se avoluma é que Não sei qual é esta guerra, / Que me sinto mal assim: / Se sou eu fora da Terra / Se a Terra longe de mim. // Que é dele, do Pólo Norte? / Que me anda a vida a girar. / 90

Quem vai pagar-me esta morte? / Que alguém n‟a tem de pagar. // Ando há uma geração / A curtir o desprazer. / Em vindo a Revolução / Quantas noivas tenho a haver?

À progressão inexorável da doença e ao consequente declínio das forças juntam-se o desencanto e a cada vez maior descrença na possibilidade de um absoluto vivido que justifique a existência. O desalento e o enfraquecimento crescentes convergem numa lucidez trágica implacável. É por essa altura que se torna frequente o humor ácido feito de alusões ao uso do cianeto e ao dever de honra entre os romanos de auxiliar os amigos no suicídio.

Já sei, vou morrer sem amor! (…) A realidade? Metam-na no cú! (…)

Leio inadvertidamente, julgando que trata de um poema em inglês, as primeiras linhas de uma carta dirigida à Ellen, a sua primeira mulher, que voltara para os Estados Unidos. O mesmo tom. O pudor, muito mais do que os escrúpulos, impede-me de ler o resto.

Circunstâncias menos agradáveis levam ao nosso afastamento. Respeito o compromisso com o João Barreiros e suportamos a meias o investimento na publicação do Duas fábulas tecnocráticas, hoje considerado como sendo o livro que inaugurou a FC portuguesa, mas sem a chancela das Edições Psiconáuticas. Decorreu pouco mais de um ano quando me liga para marcar um encontro: arranjou uma possível forma de levar o filme avante e quer saber se me mantenho disponível para protagonizá-lo. Digo-lhe que sim, pois claro…! Ao encontro segue-se o silêncio. O filme, afinal, gorou-se uma vez mais.

O Luiz Pacheco encontra-me no Rossio e diz-me que não é parvo e que aquela greve da fome que o gajo fez para unir num projecto político o Otelo e a Maria de Lurdes Pintassilgo foi só para se suicidar. Assim que saiu dela desatou a comer, a ver se lhe dava uma coisinha má. A mim não enganou ele! Contacta-me uma outra vez pelo telefone, a pretexto de já não me lembro de quê. Passam poucos meses e o telefone toca de novo.

Bom dia, fala o … É para dizer… que o Manel morreu… um ataque cardíaco… Ŕ articula o rapaz que agora lhe empurrava a cadeira, para aliviar a Elsa.

E eu, no meio do nevoeiro que me tolda a mente vejo outra vez diante de mim (…) se sou o primeiro ou o último homem de uma geração, são contas a fazer entre o meu pai e o meu filho (…).

MANUEL BOLINHAS (JOAQUIM SIMÕES) 91

 

 

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