NOVA CAMPANHA DA APAV: VIOLÊNCIA NO NAMORO: “SE TE MARCAM, SABES COM QUEM PODES PARTILHAR” por clara castilho

Assinalando o Dia dos Namorados, 14 de Fevereiro, a APAV apresentou uma nova campanha de sensibilização sobre violência no namoro: “Se te marcam, sabes com quem podes partilhar”.

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A campanha foi desenvolvida pela CARMEN, agência criativa do YoungNetwork Group, que produziu a campanha de forma mecenática. Esta nova campanha de sensibilização tem um particular enfoque nas redes sociais.

A violência no namoro acontece quando, no contexto das relações de namoro, um dos parceiros (ou mesmo ambos) recorre à violência com o objectivo de se colocar numa posição de poder e controlo. A violência no namoro pode assumir diferentes formas: violência verbal, violência psicológica, violência física e/ou violência sexual.

A APAV, através da Linha de Apoio à Vítima (116 006, chamada gratuita) e da rede nacional de Gabinetes de Apoio à Vítima, está disponível para apoiar.

Vemos nesta campanha uma nova forma de abordar o assunto da violência no namoro pois deixa o tom pesado com que tem tratado o assunto até aqui. A abordagem é agora menos assustadora e chocante para chegar a um público menos explorado: os jovens.

O mote é: “Se te marcam já sabes com quem partilhar.” Os jovens, entre os 13 e os 25 anos, são o público-alvo.

Lembramos que a  União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR)apresentou um estudo, feito junto de 2500 jovens, com idades entre os 12 e os 18 anos, e a média de idades situava-se nos 14 anos. Os dados indicam que no que à violência sexual diz respeito, 32,5% dos rapazes (em oposição a 14,5% das raparigas) acham normal que se forcem as relações sexuais. Relativamente a anos anteriores,  verifica-se que há mais jovens a rejeitar a violência como algo aceitável numa relação amorosa.

As estatísticas do Instituto de Medicina Legal (onde os casos de violência no namoro aumentaram 44% no ano passado, atingindo os 699 casos). Como bem lembra Maria José Magalhães, presidente da UMAR, em declarações ao Público, “Não é a polícia que os vai ensinar. É a escola, são os pais. É o sistema pedagógico que tem de intervir. Tem de haver uma acção sobre o jovem, tem de ser responsabilizado pelo que fez e perceber porque é que não o pode fazer. Tem de haver uma reivindicação daquela mentalidade, e percebermos porque é que agiu daquela forma” e  “a sociedade tem de ter mecanismos para responsabilizar os jovens. São miúdos. Vamos já atirá-los para o sistema judicial?”

Um assunto de todos.

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