PARABÉNS, CINEMA S. JORGE! por Clara Castilho

Amanhã o cinema S. Jorge comemora 66 anos de existência!  Foram anos em que nos proporcionou muito do que culturalmente nele pudemos ver as melhores produções musicais, teatrais e fílmicas. Nele pudemos assistir a variados festivais.

Do site http://www.colorizemedia.com/ retirámos as seguintes informações:

O CINEMA

“Quando, a 24 de Fevereiro de 1950, o Cinema São Jorge abriu as suas portas ao público, Lisboa reagiu com espanto. Era, na época, a maior sala de espectáculos do País, com capacidade para 1.827 pessoas (913 na plateia, 914 nos três balcões), mas, também, um espaço equipado com inovações tecnológicas inéditas entre nós, nomeadamente ar condicionado e um sistema de aspiração interna que permitia eliminar as poeiras do ambiente.

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Construído com capitais luso-britânicos, no período de apenas um ano (entre 1949 e1950), era dotado de um palco, dois foyers, sala de projecção, instalações para a Administração e salas de apoio técnico. Dispunha de uma excelente acústica e proporcionava aos visitantes um cenário de grande beleza e conforto, ou seja, Lisboa reconhecia, no Cinema São Jorge, uma obra superior, quer pela qualidade dos materiais quer pela modernidade das linhas, facto que valeu ao seu arquitecto, Fernando Silva, o Prémio Municipal de Arquitectura em 1951 (Valmor).

No período de lançamento do São Jorge, actuava, como atracção extra durante os intervalos dos filmes, o escocês Gerald Shaw, o qual tocava  música num órgão eléctrico, ele próprio uma obra de arte, que se elevava do palco, para surpresa dos espectadores.

Inicialmente propriedade da empresa inglesa Rank Filmes, daí a razão de ser ali a estreia dos filmes do “007-James Bond”, que o deteve até 1985, altura em que passou a ser administrado pela Paramount e pela Universal, o Cinema São Jorge sofreu obras profundas em 1982, para obedecer a uma nova lógica de rentabilização dos espaços vocacionados para a exibição cinematográfica. Uma lógica que não era estritamente nacional, mas correspondia a um movimento internacional e generalizado.

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Deixou de ter, por tal facto, uma única sala e foi dividido em três salas independentes.

Em 2000 foi adquirido pela Câmara Municipal de Lisboa, evitando-se, deste modo,  que a mesma viesse a engrossar a lista de Cinemas em extinção, como já tinha acontecido com o Cinema MonumentalEdenAlvaladeCondes e Império.

Em 2003, a empresa municipal EGEAC (Empresa de Gestão de Equipamentos eAnimação Cultural)  passou a assegurar a gestão do São Jorge, o qual, depois de um período de encerramento para obras de beneficiação, reabriu ao público em Maio de2006, procurando, desde então, reaproximar a população a um equipamento que, para além da sua história, se vocaciona para o futuro e procura preencher expectativas díspares de um público contemporâneo formado e exigente, não se limitando à exibição cinematográfica dado passar a ser um espaço polivalente.

Desde Conferências, Palestras, Concertos de Música Clássica, Música Ligeira e Alternativa, Festivais de Cinema e todo o tipo de manifestações culturais, o Cinema São Jorge passou a ser o espaço da grande maioria das ante-estreias do Cinema Português.”

Neste momento, aguarda-se, por parte do IPPAR (Instituto Português do PatrimónioARquitectónico) a classificação de Imóvel de Interesse Público.”

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