CONSEGUIMOS IMAGINAR UM MUNDO SEM ABELHAS? Por Clara Castilho

Conseguimos imaginar um mundo sem abelhas? Sem aqueles animaizinhos, por vezes bem aborrecidos e de que temos algum receio quando sobre nós sobrevoam? Aqueles anaimaizinhos que nos dão a delícia que é o mel? Aqueles anaimaizinhos com uma organização social que nos espanta? Aqueles animaizinhos que são responsáveis pela polinização de um terço de tudo o que comemos?

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Podemos responder que não, que não conseguimos imaginar um mundo sem elas. De nada nos serve, pois elas estão mesmo a desaparecer. A perecer às nossas mãos. Às mãos dos humanos.

Em Ontário, 37 milhões de abelhas morrem após o plantio de milho transgénico no Canadá! Só um produtor perdeu 600 colmeias, o que equivale a 37 milhões de abelhas.

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A culpa recai sobre o Imidacloprid e a Clotianidina (ambos da Bayer), que são insecticidas geralmente aplicados tanto em sementes como em tratamentos foliares e que penetram no pólen e no néctar e que matam as abelhas por danificarem o seu sistema imunitário e as tornam incapazes de combater doenças e bactérias.

Por estas bandas, alguns países da União Europeia, incluindo a Alemanha, limitam legalmente o uso dos neonicotinóides. Isto porque a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos definiu os riscos relacionados com as  preocupações ambientais.abelhas

Nos EUA continuam sendo um dos mais usados.Local onde, por sete anos consecutivos, as abelhas estão em declínio terminal.Neste país, os gigantes da biotecnologia Bayer e Syngenta, que fabricam os neonicotinoides, estão gastando milhões de dólares em programas para impedir a proibição desta substância, além de terem processado a Comissão Europeia pelas medidas tomadas para os proibir.

Cerca de 87% das plantas são polinizadas por abelhas. A comunidade científica e os biólogos dizem que se as abelhas desaparecerem, está em risco a vida como a conhecemos, dadas as reacções em cadeia…

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