A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Ao longo dos tempos e consoante as civilizações, os surdos têm sido olhados de formas diferentes. Por exemplo, no Antigo Egipto eram pessoas importantes, adorados como deuses, servindo de mediadores entre as divindades e os Faraós. Eram temidos e, logo, muito respeitados pelo povo. Não era nada conveniente para um felá que um surdo embirrasse com ele. No outro extremo da escala fica a Alemanha nazi onde os bebés surdos eram, nos hospitais e maternidades, eliminados à nascença, por questões económicas, mas também para não virem com os seus genes defeituosos macular a pureza ariana da raça germânica. Os surdos adultos foram tratados como os judeus, os ciganos, os homossexuais e os comunistas – guetos, campos de concentração e, às vezes, câmara de gás, com eles. Sou um pouco surdo e adivinhem lá para onde é que eu iria com mais prazer na minha máquina do tempo – para o Egipto ou para a Alemanha nazi?