QUEM EDUCA? por Luísa Lobão Moniz

olhem para  mim

Pensar a Educação é bonito porque reflecte uma mente curiosa com o conhecimento e com o comportamento humano, uma mente que se preocupa com o bem estar de todos.

Não consta que os leões reúnam a família para decidir o que os leõezinhos devem aprender. Há conhecimentos que são básicos, não têm que esperar pelo tempo da Escola para se ensinar e para se aprender.

O direito à Liberdade, à Igualdade de oportunidades, à Solidariedade com os outros, ou connosco, aprende-se com o corpo a crescer. A criança cresce e aprende por imitação daqueles com quem convive, supostamente os pais. Não são precisos manuais para ensinar os pais a educarem os seus filhos, basta que deixem os pais terem tempo para os seus filhos.

Estamos todos a assistir ao desmoronar de uma sociedade fundada na família (que família?) e dos seus valores, que serão os valores das sociedades que formam.

A geração dos meus avós e pais cresceram em famílias numerosas porque havia sempre tios, madrinhas,… o pai, a mãe e os filhos em casa e todos contribuíam para a educação da Criança.

Esta, já não foi a minha família que, como a maioria, era constituída pelo pai, pela mãe e pelo irmão. Quando havia divórcio as crianças eram sinalizadas nas escolas porque “de certeza que iam ter mau comportamento”. Hoje em dia há um pouco de cada uma destas famílias e de outras formas de famílias que, entretanto, a democracia foi aceitando como natural, como a dos casais homossexuais.

Tudo isto para dizer que a Educação das Crianças pertence a todos nós, não pertence, exclusivamente, à escola.

Já pensaram quantos tipos de famílias estão representadas nas escolas através dos alunos e dos adultos que lá trabalham?

Cada Criança traz em si mundividências que têm que enriquecer todos e cada um.

A Criança não vai para a Escola para saber viver como manda a Europa ou os mercados. Cada país tem as suas especificidades e de acordo com elas a sua Educação.

A Educação vem seguindo, a par e passo, os regimes políticos, mas como algo que golfa da Natureza tem sabido, até clandestinamente, como ensinar para o bem estar.

As técnica sãos inúmeras, são utilizadas em diversos países, mas a Finlândia não é Portugal, mas Portugal não é o Canadá.

Se temos novas tecnologias vamos aproveitá-las para melhorar o ensino, mas não se confunda ensino com Educação. Não se queira, através da tecnologia, formar cidadãos que se encontram entregues a si próprios, durante todo o dia, em que a comunicação verbal ou gestual quase não existe. O que pretendemos das Crianças agora e não amanhã?

Não quero que as crianças vejam, nos tablets, na TV, seja onde for, as notícias contra natura da mãe que mata os filhos, do pai que abusa dos filhos e bate na mãe?

E não quero hoje, não é amanhã.

Não quero amanhã adultos traumatizados pela maneira como é transmitida a representação de família, como sendo uma família contra natura hoje, quando ainda são crianças.

A Educação está em cada um de nós, independentemente das Escolas.

Deixem as Escolas ensinar e educar e isso, senhor Ministro, começa com um gesto muito pequeno: deixem as escolas formarem as suas turmas, deixem a Escola Pública ser uma Escola de excelência.

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