EDITORIAL – Portugal na Grande Guerra

 

logo editorialEm 8 de Março de 2016- cumpre-se o primeiro centenário na próxima terça-feira, iniciaremos uma ronda de opiniões sobre os motivos que levaram o poder político a envolver o País numa Guerra que custaria à Nação, além das perdas materiais,  25 mil vidas, numerosos feridos e «gaseados» e todos os dramas inerentes a uma guerra em que, aparentemente, nada de imperioso nos obrigava a entrar. Mal equipadas, mal preparadas, as tropas portuguesas foram apenas, «carne para canhão».

Os motivos mais invocados para a declaração de guerra à Alemanha, são o do perigo eminente de uma invasão espanhola que, de facto, se preparava num círculo político de que fazia parte o próprio rei Afonso XIII e gente ligada ao que viria a ser a «falange nacionalista» de José Antonio Primo de Rivera que, duas décadas depois mergulharia Espanha no horror de um conflito fratricida que causaria centenas de milhares de mortos e à escumalha monárquica, os portugueses ali refugiados, que preferiam ver o País em mãos estrangeiras do que sob um regime republicano ; o segundo motivo, talvez o mais usado, foi o da conservação das colónias que, como tudo fazia prever, se perderiam em benefício dos vencedores do conflito europeu.

 Apesar de todas as dificuldades, os soldados portugueses tiveram um comportamento honroso, nomeadamente em 9 de Abril de 1918, na batalha de La Lys, onde, com pesadas baixas, aguentaram o brutal ataque germânico ao flanco guarnecido pelas tropas do CEP, dando tempo às forças britânicas a retirar ordenadamente e sem sofrer baixas para posições de retaguarda, mais seguras. Só nessa batalha, perdemos 7500 homens.

Além dos colaboradores do blogue, a secção fica aberta a todos os visitantes que queiram participar nesta iniciativa. Pede-se que cada intervenção não exceda os 2000 caracteres, incluindo espaços.

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