ROMANCES CANTADOS/1 – LE CHANTEUR DE MEXICO – por Lídia Maria Rocha

Imagem2 (2)

Hoje, Dia Mundial do Teatro, iniciamos a edição dominical de um pequena série dedicada ao teatro musicado, sobretudo à opereta.

Esta será uma série curta na qual apresentaremos gravações de operetas e de zarzuelas. Também incluiremos alguns musicais. São modelos de espectáculos em que se contam romances «cantados», tal como nas óperas. A palavra vem do italiano operetta que significa «operazinha» ou «pequena ópera». Ao contrário da ópera, geralmente trágica, a opereta é mais ligeira e alegre, menos profunda, e mais falada. Digamos que é uma peça de teatro ligeiro, onde após uma cena falada, se canta. Desenvolveu-se durante o século XIX, com particular incidência na Áustria, com a famosa opereta vienense, de que «A Dama das Camélias» é paradigma. Os «musicais», como Cats ou Les misérables, que permanecem anos em cartaz na novaorquina Broadway ou em Londres, são formas anglo~saxónicas da opereta. Em França, a operette é também um espectáculo apreciado. Em Espanha,  a zarzuela fica a meio caminho entre a ópera e a opereta – mais castiça e trágica do que as outras formas de teatro cantado é, apesar de tudo, mais leve do que a ópera italiana e alemã. Não esqueceremos Portugal  onde, sobretudo na primeira metade do século XX, a opereta mobilizou os actores e os cantores mais populares. Sem seguir qualquer metodologia cronológica, geográfica ou temática, iremos em cada domingo apresentando estas formas musicais de contar cantando.Começamos com uma operette francesa composta por um mexicano: Le chanteur de México, de Francis López.

Le Chanteur de México é  uma opereta em 2 actos, com música de Francis López e libreto de Félix Gandera e Raymond Vincy e Hneri Wernert ,e streada no Teatro  du Châtelet, de Paris, em 1951. Luis Mariano foi o protagonista e a canção México foi um dos maiores êxitos na carreira do cantor basco. Apresentamos hoje uma versão moderna protagonizada pelo grande tenor lírico Ismael Jordi.

Leave a Reply