PORTUGAL- SAÚDE MENTAL EM NÚMEROS 2015 II – PSICOFÁRMACOS EM IDADE PEDIÁTRICA por Clara Castilho

No dia 24 de Março foi apresentado, no Auditório do Hospital Júlio de Matos, o Relatório “Portugal – Saúde Mental em Números 2015” com a presença do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde.

É um documento longo que merece atenção de quem se interessa pelo asunto e que pode ser consultado em  file:///D:/Downloads/i022274%20(1).pdf.

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  1. PSICOFÁRMACOS EM IDADE PEDIÁTRICA

“Nos últimos anos vários alertas têm surgido, inclusive na comunicação social, sobre a ligeireza com que se fala de hiperatividade infantil, rapidamente transformada em perturbação psicopatológica e, com uma frequência não menos dramática, em prescrição de uma molécula anfetamínica. Esta situação, que começa a ser comum pelo menos no mundo ocidental, tem levado a alertas fundamentados sobre o risco do recurso fácil, e em regra continuado, a substâncias psicoativas em crianças, cujo cérebro tem, como é consabido, um processo de maturação lento e sensível. No relatório de 2014 referenciámos a este propósito uma entrevista a Allen Francis, coordenador autodemitido do DSM-IV, que desenvolve uma extensa investigação sobre repercussões no cérebro e no comportamento adulto da toma de psicofármacos na infância/adolescência. Sem ambições tão latas, o PNSM convidou peritos nacionais (psiquiatras da infância e adolescência e de adultos, neuropediatras, pediatras, psicólogos) para analisarem o perfil da prescrição de psicofármacos na idade pediátrica e emitirem eventuais recomendações sobre riscos e boas práticas. Até agora, por ausência de indicadores que permitam uma análise objetiva e consistente dessa realidade, o resultado ainda é parcial, como se dá nota nesta edição, perspetivando-se ser possível em próxima edição ser se mais concreto na análise e, consequentemente, nas recomendações. “

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