FRATERNIZAR – 14 CARTAS + 1 Texto de abertura “O QUE NUNCA NINGUÉM DISSE A UM PAPA DE ROMA” – Pe. Mário de Oliveira / Seda Publicações – por MÁRIO DE OLIVEIRA

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Capa de CARTAS AO PAPA capa_14cap_pmo_seda

Quero começar por reconhecer que neste meu novo Livro, 14 CARTAS AO PAPA,  vou além de tudo o que se possa imaginar, em ternura sororal, frontalidade, afecto, preocupação pelo outro. E também em reiterado apelo à nossa radical conversão pessoal-individual e comunitária-colectiva, que nos exige mudarmos de ser e de Deus. Como presbítero-jornalista menino que procuro ser-viver, animado pela mesma Ruah, pela mesma Fé e pela mesma Teologia de Jesus, o filho de Maria, vejo a toda a hora que o papa vai nu e, com ele, todo o Ocidente e o Oriente. Não resisti, por isso, ao veemente apelo a escrever-lhe para lho dizer de múltiplos modos e a tornar públicas, agora, em Livro estas 14 Cartas.

Quem não for capaz de entender exactamente assim este meu Livro é sinal de que já anda tão possesso pelo demónio  que é a ideologia-teologia do cristianismo, que só me pode deixar banhado em lágrimas de dor, semelhantes às que Jesus, em Abril do ano 30, chora, ao aproximar-se da cidade de Jerusalém, onde poucos dias depois acaba preso, julgado, condenado à morte e executado na cruz do império de Roma, a mesma Roma que, sem solução de continuidade, é também, desde o século IV do cristianismo católico romano e do seu papa. E semelhantes também às lágrimas que Jesus chora ao ver a Humanidade de todos os tempos, representada numa das duas personagens centrais com que se tece a narrativa antropológica-teológica do Evangelho de João, 11, de seu nome Lázaro, morto e sepultado há 4 dias, no palácio-túmulo onde então jaz-vive morto, tal como hoje o papa de Roma nos palácios-mausuléus do Vaticano.

Exprimo-me assim, na medida em que sou plenamente consciente de que o cristianismo é a negação do Humano, em nós, porque é a máxima afirmação do poder e do farisaísmo que todas as fés religiosas sem excepção produzem nos que se deixam apanhar por elas, em lugar de lhes resistirem com todas as suas forças, como  faz paradigmaticamente Jesus Nazaré, que lhes resiste até ao sangue. Não porque Jesus goste de sangue e de sofrimento, sim porque vê que as fés religiosas são vias porta larga que levam à perdição-descriação do Humano, precisamente, esta Fragilidade-consciência que somos e nos faz ser-viver ontologicamente com Deus, mas historicamente sem Deus, por isso, maieuticamente religados uns aos outros, ao modo dos vasos comunicantes. Em lugar da demente sobranceria-superioridade que caracteriza quantas, quantos, reféns de alguma das múltiplas fés religiosas ou ateias, se têm na conta de auto-suficientes e de superiores aos demais, para os quais olham como estranhos, inimigos a evitar. Quando, afinal – é do Evangelho de Jesus – fora do Humano não há salvação para ninguém, nem sequer para o planeta Terra, nossa casa comum.

Só porque me experimento habitado-empurrado, de dentro para fora, pelo mesmo Sopro-Espírito outro que habita e empurra Jesus, o filho de Maria, dei comigo, a dado momento, a escrever estas 14 CARTAS AO PAPA, em obediência a um imperativo de consciência. Vão todas e cada uma delas endereçadas ao papa Francisco, mas nele vejo todos quantos o precederam e quantos, porventura, ainda lhe sucederão. É verdade que vivemos hoje numa era pós-cristã, mas não é menos verdade que o Vaticano e a sua Cúria não estão de modo algum dispostos a perder os privilégios de séculos. Pelo contrário, qual besta do Apocalipse, fazem-se dotar de múltiplas cabeças, todas especializadas em perversão e em descriação do Humano e do planeta Terra.

O Livro é um manancial de surpresas-revelações. Pode desconcertar muitas, muitos, mas não pode deixar de se entranhar em quantas, quantos de boa vontade o acolherem-lerem com a sua mente cordial, a única que vê o Essencial que somos e que as fés cristãs e religiosas não vêem, nem deixam as suas portadoras, os seus portadores ver. Não vou aqui obviamente desvendar nenhuma dessas surpresas-revelações. Limito-me a alertar as pessoas para o facto. Porque este não é um Livro mais. Nem estas são umas cartas mais. Atrevo-me a dizer – são assim os presbíteros menino – que este é o Livro que faltava escrever-publicar e que diz a um papa de Roma e, nele, a todos os povos do Ocidente e do Oriente o que nunca ninguém se atreveu a dizer. Mas que urge dizer, para que possa haver futuro para os povos do planeta e para o planeta.

Dois mil anos de cristianismo são dois mil anos sem Jesus Nazaré, o filho de Maria, sem a sua mesma Fé, sem a sua mesma Teologia, sem a sua mesma Ruah. Estamos visceralmente possessos pela ideologia-teologia do Poder que é, de sua natureza, ladrão, assassínio, destruição. Órfãos, portanto, mergulhados num planetário beco sem saída. Porque a Saída ou Porta ou Caminho é unicamente Jesus, o ser humano pleno e integral, nos antípodas do Poder.

As Cartas apresentam-se propositadamente sem qualquer título. Apenas a indicação numérica, de Carta 1 a Carta 14. É preciso lê-las integralmente para crer que alguém neste início do Terceiro Milénio escreve-diz todas estas coisas a um papa de Roma. Coisas que nunca ninguém antes escreveu-disse. E que são decisivas para a continuidade da vida humana e da vida em geral sobre o planeta. No final da Carta 11, deparamos-nos com um inesperado Post Scriptum (P. S.). Nele é-nos revelado o sonho que tive, já depois de a ter terminado e que me aconteceu na noite que precedeu o seu envio ao papa, via Nunciatura Apostólica em Lisboa. Sobre este sonho, nem uma palavra vos digo aqui. É de tal monta, que bastaria só ele, para sairmos a correr pelo Livro, para podermos conhecê-lo. É todo o Livro que nele se nos diz. A sua eventual concretização na história bastará para nós, os povos do Ocidente e do Oriente, sermos totalmente outros. E o mundo também.

Estas Cartas eram para ser apenas 13. Mas algo de extremamente importante ao nível do simbólico cristão-católico ocorreu, entretanto, e vi-me impelido a escrever uma nova Carta, a 14. Logo verão do que se trata e perceberão quão oportuna ela é. Como oportuna é também a Apresentação que escrevo, mesmo em cima da hora do Livro avançar para a Gráfica, escolhida pelo Editor Jorge Castelo Branco, da Seda Publicações. Com este Texto de abertura, tudo ganha sentido e força. O sentido e a força que a Fé, a Teologia e a Ruah de Jesus Nazaré sempre acrescentam à Sociedade, como outras tantas vidas sal, luz, fermento, sentinela na cidade.

É hora de parar aqui esta breve informação. O bastante, para que saiam a correr pelo Livro. Ou, se for caso disso, me façam chegar o vosso endereço postal para o Livro ir ter convosco directamente a vossa casa. Dou-vos o meu colo de presbítero-jornalista, vosso irmão e companheiro mais velho, que é precisamente o que significa o vocábulo presbítero.

http://www.jornalfraternizar.pt

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